terça-feira, 14 de janeiro de 2014

Sem Palavras


O despertar pacífico de um belo deitar,
acontece claro, mas sem seu nascer...
Uma vez que não se vê o belo mar,
aguardo o amargo que pode ocorrer...

O chão que passa já não é mais árido,
as plantas renovam seu habitual verde...
Das mesmas rotas seguras que passo,
moldam a cena das raízes que tremem...

Abster-se de tudo é necessário,
distinguindo as realidades corriqueiras,
dos mesmos anos ordinários,
dos mesmos modos, mesmas maneiras...

A solicitude das soltas notas,
que ecoam esperando respostas...

As singelas propostas ocorrem,
de mãos dadas, como obrigadas...

sábado, 11 de janeiro de 2014

Apoteose Horizontal



Talvez, seja um acordo,
a incerteza juvenil se esvai...

A bolha latente de cores unifomes,
nos tira toda a verdade que em si cai...

As linhas previstas pelo o cego que se esforça,
trazem a sinestesia do nada que logrou...

Carrego minha latitude como vi Dali a pintar,
traçando em linhas verdes com o que apenas restou...

O dito seco que enfim trago, será sempre,
a interpretação de uma rés lembrança...

O dissimulado fervor que o Sol promove, revela,
o beato sem suas vestes brancas...

Como em último movimento da fronte ao peito,
dá-se os ombros como o fim de um receio...

Por vezes, o simples ato do distante olhar,
sugere o fato, como único meio...

Calma, a rota segue incerta, quase a parar,
esperando sempre pela paisagem, sem indagar...

A mais bonita idéia se tarda a contar,
trazendo consigo o dedo em riste, para assim, se calar...

quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

Voltar A Passar...

Ao passo que me afasto,
lido com a causa inerente,
libertada pelo pensamento prudente,
apaziguado por um ideal já casto...

Infinito é o tratamento que me valho,
distinto de qualquer outro lugar,
manejando de forma perspicaz,
incluindo um ramo de meu galho...

Acatar o transcorrer se faz valer,
verdades supremas, presumo não ter,
convencendo o cerne a observar,
para que de cor, enfim, recordar...