sexta-feira, 15 de agosto de 2014

Primeiro


O segundo, é melhor...
Melhor que o minuto e a hora
Não fornece tempo demasiado,
nem imperceptível ele passa...

Faz de conta...
E não conta, pelo rubor
Registrado em cada sim,
notado de incerteza...

Ainda assim merece o apreço
Não da hora ou minuto
Desses, há compromisso,
a estar sempre presente...

Ele dura um momento
Eterno, ínfimo, justo
Egoísta e altruísta,
em sua duração...

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

Permitir

A boca que fala é a mesma que ri,
desgraçada por brancos dentes,
que cerram o espaço que existe entre o que penso,
e o que temo deixar ir...

Vão por meras indiferenças planejadas,
não me abstendo da alegria aparente,
de um olhar aparentemente intenso,
que me furto, ás vezes, de sentir...

Sensação oportuna de interesse único,
porque até a verdade, por vezes, mente,
esperando que tudo entre em consenso,
para que ninguém possa fugir...

Fugas sem motivos definidos,
notas de mãos ainda experientes,
que por fios negros extensos,
possa um afago, ainda, atrair...

terça-feira, 14 de janeiro de 2014

Sem Palavras


O despertar pacífico de um belo deitar,
acontece claro, mas sem seu nascer...
Uma vez que não se vê o belo mar,
aguardo o amargo que pode ocorrer...

O chão que passa já não é mais árido,
as plantas renovam seu habitual verde...
Das mesmas rotas seguras que passo,
moldam a cena das raízes que tremem...

Abster-se de tudo é necessário,
distinguindo as realidades corriqueiras,
dos mesmos anos ordinários,
dos mesmos modos, mesmas maneiras...

A solicitude das soltas notas,
que ecoam esperando respostas...

As singelas propostas ocorrem,
de mãos dadas, como obrigadas...

sábado, 11 de janeiro de 2014

Apoteose Horizontal



Talvez, seja um acordo,
a incerteza juvenil se esvai...

A bolha latente de cores unifomes,
nos tira toda a verdade que em si cai...

As linhas previstas pelo o cego que se esforça,
trazem a sinestesia do nada que logrou...

Carrego minha latitude como vi Dali a pintar,
traçando em linhas verdes com o que apenas restou...

O dito seco que enfim trago, será sempre,
a interpretação de uma rés lembrança...

O dissimulado fervor que o Sol promove, revela,
o beato sem suas vestes brancas...

Como em último movimento da fronte ao peito,
dá-se os ombros como o fim de um receio...

Por vezes, o simples ato do distante olhar,
sugere o fato, como único meio...

Calma, a rota segue incerta, quase a parar,
esperando sempre pela paisagem, sem indagar...

A mais bonita idéia se tarda a contar,
trazendo consigo o dedo em riste, para assim, se calar...

quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

Voltar A Passar...

Ao passo que me afasto,
lido com a causa inerente,
libertada pelo pensamento prudente,
apaziguado por um ideal já casto...

Infinito é o tratamento que me valho,
distinto de qualquer outro lugar,
manejando de forma perspicaz,
incluindo um ramo de meu galho...

Acatar o transcorrer se faz valer,
verdades supremas, presumo não ter,
convencendo o cerne a observar,
para que de cor, enfim, recordar...