terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Sopra...Sopra...



Colhe, pega do chão,
alimenta algo bom...
Mexe com os dedos,
iniciando seu frisson...

A ânsia de retratar,
se confunde com a índole...
Quem conhece, previne,
quem ainda não, permite...

Queria que fosse outra,
algo que fosse botão...
Que com esmero fosse,
colhida do fértil chão...

Mas por opção, não...
Apela ao dente-de-leão...
Reprodução de um mal-me-quer,
que insiste em despedaçar...
Sopra...Sopra...
Pra nunca mais voltar...

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Recado


Não gosto de recados...
Fico um pouco perturbado com isso...
Sempre existe aquela dúvida de como teria sido, se a mensagem fosse transmitida pela própria pessoa...
Aliás, não gosto de mensagens...mentira minha...gosto sim...
Mensagens de qualquer espécie que me chegam tarde da noite me tiram o sono...sério...
Me questiono qual a real necessidade de tais mensagens...
Toda mensagem precisa de respostas...interminável monólogo...
Fico imaginando a resposta aflitiva de uma carta...
Há uma enorme dose de esperança contrapondo a situação aflitiva da expectativa formada nas letras mal escritas...
Sério...de verdade...
Vocês me tiram o sono...

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Levada...



Batendo no copo,
no ritmo em que o pulso controla o suíngue...
Gingado de um ser ludibriado por suas faculdades...
Imaginando o fim desse pensamento...
Mesmo que por um momento, isso, não seja verdade...
Ou quem sabe seja...álcool...e cerveja...
Mas o que seguro e balanço, resguardo...
Não há nada mais puro em mim...
Que meu copo molhado...
Oriundo quem sabe de um corpo suado...
Devaneios apenas de um corpo cansado...

domingo, 12 de fevereiro de 2012

Coberturas...



Adoro coberturas...
Aquelas que ficam mais perto do céu...
Aquelas que enfeitam meus vícios gulosos...
Inclusive a cobertura das pessoas...
Adoro como elas revestem de inúmeram formas...
Se protegem de interpéries do clima, da vida, do tempo...do momento...
A cobertura é um sorriso amarelo que sustenta a imponência do ser fragilizado...
Ela te serve como cartão de visitas, onde quer que você esteja...
Queria esquecer tais coberturas e pensar no singelo...
A partir de agora...de cobertura...só cerejas...

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Que Bagunça Minha Cama...



Que olheiras...
Noite mal dormida...
Juro que quando fui pra cama ela estava arrumada...
A noite estava quente, mas sempre mantive o ar condicionado ligado...
Não teve suor...nem agitação...nem ninguém...mas acordei com uma necessidade de sono...
De sonhos não...por enquanto vivo alguns...terminei outros...mas lógico...continuo criando outros mais...
Agora que me levanto e reparo atônito...
...que bagunça está minha cama...

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Simples Assim...



Chegando impetuosamente,
arrumando as paisagens,
mexendo em lugares onde,
incialmente, não havia espaço...

Levanto tal hipótese de,
acaso, fortuna, algo assim...
Não tenho melhor resposta que,
vá solucionar tais anseios...

Ou posso relevar a vontade que,
volta e meia brinca de se esconder...
Quem pode solucionar isso,
sabe, que o racional comanda...

Retornar ao impasse,
novamente...redundância eterna...
Gostar disso é a doença,
apenas os fortes são imunes...

Fica simples de explicar,
Difícil de entender...
Culpo esse aglomerado que,
alguém, criou usando palavras...
Acho que sentir é mais fácil,
ninguém define nada...simples assim...

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Conjunturas...



Frente algumas interpéries,
há, em mesma proporção,
a quantidade relativa de,
soluções oportunas...

As inúmeras distrações,
que me são ofertadas,
nem sempre correspondem,
à vontade declarada...

Assim...prefiro...
Seguir pelo simples,
procurando o inexperado,
nas situações já esperadas...

Mesmo que eu junte os leitos,
Isolando os tecidos...
Mesmo que por anseios distintos,
Se quedem unidos...
Desfrutando a imaginação,
perdendo-se nos sentidos...

sábado, 4 de fevereiro de 2012

Permissões



Afim de não cometer excesso,
escuto daqui e ouço de lá,
pequenas nuances a conceituar,
o consentimento expresso...

Porém, não é adquirido,
por pressões ou anseios,
requer-se muito dos sujeitos,
o direito permitido...

Uma aflição pode facilmente,
ser transformada em outra aflição,
para findar uma lágrima,
outra distante ligação...

Diferente do que se diz,
interesse e desejo se completam,
não sei como vocês interpretam,
a oportunidade de ser feliz...

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Proximidades



As cercanias que me atingem,
nem sempre causam efeito...
As privações frente as atitudes,
requerem permissão do meu espelho...

Caminhando em distâncias curtas,
a vontade vem em doses...
Momentos singelos de uma vontade atípica,
inibem a ação dos meus anseios...

Primeiro chega a incerteza,
remorsos possíveis em forma de desejo...
Instantes suscetíveis ao feito,
momento perdido de um beijo...

O que espero de lá...compreensão,
o que não é de meu feitio...desistir..
Harmonia no olhar como sedução,
ensejo perfeito de se permitir...