quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Incontrolável Locomotiva


Sigo tentando aquela quase utópica idéia de que posso dissertar sobre tudo o que observar...
O cachorro que manca de uma pata quebrada que mal suporta tal dor...ou sobre o olhar triste de uma menina com o rosto encostado na janela de um ônibus que não se move...
O sorriso bobo de uma mulher que teve seu olhar correspondido de um estranho conhecido...ou de alguém lhe perguntando se está tudo bem e de fato se interesse por sua resposta...
A incerteza aflitiva de receber tal ligação que pode melhorar seu dia...ou a dúvida cruel de qual comida lhe fez mal pela manhã e assim arruinou o resto de seu dia...
A raiva contida de alguém que trocou a música no momento em que estava prestes à soltar a voz...ou alegria desmedida de querer dividir com alguém em um momento totalmente inoportuno...
Esse trabalho desmedido de fomentar tais percepções sobre o cotidiano, corrobora com a intenção humana de desvendar os devaneios mais inúteis ao qual podemos nos esforçar à sedução de alguma compreensão...
Facilidade sem tamanho para pensamentos desregrados...
...interrupção exclusiva às concepções tendenciosas...

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