sexta-feira, 29 de julho de 2011

A Volta Vem


Dias melhores sempre existirão,
dizia o conto de um jovem literário...
Ditos de qualquer velho jargão,
antigo mas não muito, centenário...

Velhos caprichos de mentes autoritárias,
nunca tiveram valor em decisões...
O grito não impõe respeito, cala,
medo e suas restrições...

No esquema cada um cuida do seu,
objetivos acabam sendo trocados...
Onde a diferença entre o nosso e o meu,
fogem eximindo qualquer culpado...

No que preciso for, estarei,
porque é isso que nos mantém...
Do caminho até onde cheguei,
as pedras sempre são alguém...

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Carregando O Mundo


Cá pra nós, essa história de carregar o mundo nas costas não existe...nunca existiu...
Mas pesa, não!?
Pesa ué...por onde passamos nos ocupamos das coisas que nos dão prazer...contudo com alguns pequenos fardos...
A preocupação com os objetos que adquirimos...
A preocupação com nossos compromissos...
A preocupação com os bem próximos...
Tal pré-ocupação nos faz parecer mais como viajantes rumo a um mosteiro carregando um saco de pedras...do que um analista cético antevendo todos os seus pormenores...
Pra se livrar dessa dor nas costas é simples...
...o analista é um bom aconselhador, te traz os melhores avisos com as melhores provas irrefutáveis de como suportar isso...
...o viajante...apenas se liberta do saco de pedras e segue seu caminho...

segunda-feira, 25 de julho de 2011

O Homem E Seu Caminho


O homem está em seu caminho,
ele faz o que faz sem pensar...
Mesmo estando em desalinho,
com seu jeito próprio de caminhar...

Atira uma pedra ao léu,
sem olhar o que vem a acontecer...
O milagre não vem do céu,
Cospir ao alto sem ver...

Queimar não lhe convém,
enterrar ele não quer...
O ar que lhe mantém,
orvalho de seu mal-lhe-quer...

O que ele faz, não lembra,
o que sabe, ele lamenta...
O que não entende, pensa,
O que pensa...só no seu caminho...

sábado, 23 de julho de 2011

Não Mexa, Não Toque Nessa Minha Alegria


O meu prazer está em seu caminho,
reside nas mais belas frutas do inverno...
Se sorve com os mais belos aromas de um vinho,
É isso que busco...fugir do inferno...

Com diálogos e muitas discussões,
Esmero parcimoniosa por algo que enobreça...
Procuro nas angústias e aflições,
Aquilo que satisfaça, que aqueça...

Na mistura de sons de minha vida,
não existe maior prêmio que o abraço...
Com minhas cores de forma desinibida,
Você que faz papel de palhaço?

Nos equívocos de limpar tal alegria,
esqueço-me dos valores que fazem o que sou...
Nenhum chapéu tem a malícia,
de manter o fogo que quase apagou...

sexta-feira, 22 de julho de 2011

Muro Dos Sem Mim


Me julgo com a razão?...Sim, por vezes...
Critico a atitude dos outros?...Também...oras...
Só que a maioria das ocasiões tento praticar o esporte da terceira via...aquela básica e ótima de se ver...
Ficar em cima do muro e tecer alguns comentários...mas percebi que é muito covardia fazer isso com as pessoas de meu convívio...
Mas tenho receio de descer do muro...
As oportunidades em que tive coragem de descer me trazem más lembranças...
Muros muitos altos, escorregadios, muito firmes...difíceis de derrubar...
Não que meu intuito seja derrubá-los...não posso desestabilizar ninguém removendo suas bases...mas no mínimo, abrir janelas...frestas mínimas...
Há um outro lado para se enxergar...não é o seu e nem o meu...existe outro lado para se enxergar...
Mas bater contra uma parede?
...nem pensar...contrato um bola de demolição ou deixo intacta para dividir pessoas...
...já teve seu sucesso em outros países...
...infelizmente...

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Dois Centos


Já vivido um oitavo dessa quantia,
contos os dias para o tal fechamento...
A razão, é de minha autoria,
mas o coração é dos meus sentimentos...

Com esse todo tempo faria folia,
virava a ampulheta de cabeça para baixo...
Substituindo, de repente, a noite pelo dia,
trocando a certeza pelo o que eu acho...

Peças de um relógio sem uso,
à sombra de um sol que marca a hora...
Conflitos de uma mente com fuso,
sem saber o que fazer agora...

Números que preenchem o calendário,
placebos de papéis sem sentimentos...
Anos que atrasam meu horário,
o cuco que ensurdece meu alento...

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Gostaria Que Você Estivesse Aqui...


Músicas, dedos, melodia,
preponderâncias do meu hedonismo...
Prefiro aprender de um qualquer,
do que das coisas que ensino...

Bebidas, luzes, cabelos,
Cromossomos idênticos sem resposta...
Almejo saber o que quer,
sem saber se você mesmo volta...

Orvalho que escorre o monte,
à pele busca feição...
Ao ar que se perde o sustento,
Quedando apenas ao chão...

Não quero que o futuro me esqueça,
pois tenho expectativa das coisas que já fiz...
O passado é que rege meu presente,
só esquecendo as saudades do que não vivi...

sábado, 16 de julho de 2011

Hoje Eu Quero...


Hoje, antes de tudo, quero confundir antes de explicar...
Sim, o simples fato de deturpar fatos concretos me cativa de tal forma que não posso ser capaz de mensurar minha habilidade de escrever novos roteiros...
Não, não posso ser leviano em usar essa autorização para mediocridades...
Amanhã, quero que tudo se reinvente, a expectativa do inesperado que me aguarda avidamente...
Ontem, vivi tudo o que não havia planejado...
Agora, hoje...
Hoje eu quero confundir...

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Tempo Bom...


Hoje passei pela frente de minha antiga casa...a casa onde eu passei o maior tempo da minha infância...
Passei duas vezes por ela...a primeira vez foi de manhã...bem cedinho...
Não havia ninguém na rua...pude adentrar até o terreno em frente para vizualizar melhor...
Curiosidade maior não havia...lembrei de todas as brincadeiras que fiz...de todos os metros quadrados de chão que eu me machuquei...e como havia metros quadrados...
Lembrei do meu primeiro animal de estimação...um cachorro mais preguiçoso que eu...
Logo mais fui embora...ainda não havia ninguém...apenas a chuva que agora me acompanhava ao meu destino..
Ao fim do dia...passei por lá novamente...e coincidentemente...porque não planejava passar por ali...
Até eu chegar, a chuva me acompanhou..
Olhei para os rostos que ali passavam...não reconheci nenhum...e nenhum me reconheceu...
A chuva cessou...
Eu, continuei molhado...
Mas com as lembranças e incógnitas de um tempo que retorna em forma de um relicário visual que só o (in)consciente pode tatear...

terça-feira, 12 de julho de 2011

Receba...


Joga na cara mas não atinge,
rasteja no lar que existe...
Trepa no lustre que restringe,
a luz que a sombra incide...

Olha daqui, cega de lá,
Assusta aquilo ali...
Verdade cintilante que
ninguém há de resistir...

Chama, sussurra, expurga...
Brada, proclama, balburdia...
Escuta, observa, consente...
Não entendo o que se passa nessa mente...

Chuta a pedra...ela...
Pega no braço...leva...
Treme diante...queda...
Se chora, carrega?

domingo, 10 de julho de 2011

Sossego...


Tardezinha marota,
com a mente aberta...
Na onda do calor,
onde a terra berra...

Os dedos sonorizam,
a vontade do silêncio...
Ouvidos temporizam,
a sinapse do momento...

Da grama verde e seca,
o aroma vil que atinge...
Enigma que desvenda,
segredos de alguma esfinge...

O cetro que ao vento existe,
à terra que desce rarefeito...
No vai e vem dessa alegoria,
a mente em equilíbrio perfeito...

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Mais Do Mesmo...


Quando digo,
parece que não sou ouvido...
Bravo todos os meus ditos,
para os desprovidos de ouvidos...

Receio de escutar e conhecer,
se faz assustar, perecer...
A habilidade de enfrentar e perder,
Se esconde no jogar, vencer...

Experimentar e sentir,
Concomitância linda de se ver...
Conversar sobre o nosso caminhar,
É o mais singelo de se viver...

Por isso as mesmas palavras,
O mesmo discurso...
Há diferentes maneiras de trilhar,
O mesmo percurso...

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Que Roubada!


Chegando sem ensaio,
sem voz e sem mais nada...
Pensando no que vinha,
entrando na roubada...

Coragem vem dobro quando se enfrenta,
o receio do mistério que pode vir...
Uma boca, os dentes que atingem,
o sorriso fácil que lhe convir...

Roubada muito útil, muito eficaz,
esperando só álcool agilizar...
O tempo raso que me traz,
o estalo na bochecha que lhe agradar...

Ao fim não há mais nada a fazer,
músicas ensaiadas, ocupadas por outros...
Fugindo de pensamentos sem poder,
aceitando conceitos básicos ou bobos...

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Conclusões Interpessoais


Muitas das tipificações cognitivas que permeiam meu raso intelecto, até hoje, nunca facilitaram a compreensão das expectativas e angústias que possuo frente ao meu círculo de relações pessoais...
E são diversas...tipos de comportamento...classificações físicas...signos e ascendentes...tabelas psicológicas...e listinhas de gosto e não gosto...
Essas personificações de nada valhem a um deslize comportamental...tudo aquilo que você adquiriu ao longo de um determinado tempo é posto em cheque...por maior que seja nossa capacidade de relevar os acontecimentos...
...o porque sim e o porque não, me convencem muito mais nessas horas...
...as outras respostas ou não queremos ou não estamos aptos para assimilar...

sábado, 2 de julho de 2011

Oscilações...


Esse termo para mim tem sua definição justamente em seu princípio...pois o final é pura imitação...
Oscilar tem como norma não seguir regras...
Sua diretriz é regida pelos fins de sua natureza...
Desculpem...eu sei...explico, replico, confundo, retorno e não chego a lugar nenhum...
Ou será que é isso mesmo?
A partir de agora minha inquietação reside na minha conclusiva indefinição...
Qual o seu fim?
Partindo da sentença que todo princípio encontra seu fim...o que será de mim?
Vejo muito disso por aí...aponto o dedo...mato alguns neurônios...perco muitas oportunidades em permanecer quieto...e ainda por cima tenho a cara de pau misturado com o receio obstinado na coragem em reconhecer isso quando olho no espelho...
...vai ver é isso mesmo...
...da forma que ajeito meu cabelo...é definido meu comportamento...