terça-feira, 14 de junho de 2011

Sexto Sentido...


Ninguém pode negar a importância dos cinco...
A incapacidade de abraçar, de apertar a mão, de saber distinguir o fogo no inverno do picolé no verão...do peso da lágrima à dor no coração...
Saber atender a súplica de um ente querido...se ensurdecer com os cânticos da natureza...isso não é pra qualquer um...saber que até as abelhas fazem um som interessanete, não apenas um zum zum zum...
Atingir os outros com meias bobagens não pode ter o mesmo peso do que algumas onomatopéias...atos falhos sim...são as verdades da mente, vividas em uma odisséia...
A sensação de vida amarga deve ser confundida com um algodão-doce...eternos mares salgados em nossa vida que se transformam em rios de forma precoce...
Ao invés de brincar de piratas com tapa-olho...deveríamos brincar de se esconder...eu prefiro um cisco no olho...do que enxergar e sofrer...
Antes que alguma mãe ou mulher venha reinvindicar o último sentido...tirem o cavalinho da chuva...
O último sentido nem deveria ganhar tal denominação...
Se colocamos a mão no fogo por todos nossos sentidos, que são provas factíveis do nosso viver e somos enganados...
...como posso crer num sexto que não me dá prova que existe...
...e se existir só prova que estou errado?

2 comentários:

  1. Este comentário foi removido pelo autor.

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  2. As provas cocretas podem vir somente com o tempo, dificilmente são imediatas... Mas não deixar de crer é uma proteção da qual não poderíamos abrir mão... como diz o velho ditado: mal não faz...

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