quinta-feira, 30 de junho de 2011

Senhas Sem Razão


Sigo os grãos
até o meu mar
Tento em vão querer me agarrar
Peço um banho devagar
Nada além de uma fina gota

Chamo todos
para poder ver
Em qual lingua vou querer dizer
Um je t'aime servirá
afim dela não me esquecer

É a besta
do meu terror
Temo mesmo com muito louvor
chato de não terminar
esse imenso pesadelo

Minha letra
em seu papel
Vejo tudo sempre atrás de um véu
O sorrriso, estrela que
persegue um lugar no meu céu

Coisas que
cabem no coração
Milhões de senhas sem razão
Lá no fundo da sua voz
Sempre existirá uma canção

terça-feira, 28 de junho de 2011

Qual Chefe Manda?


Ultimamente tenho acompanhado o comportamento de algumas pessoas, regidos por alguns seres ocultos...
Ninguém tão oculto e obscuro...eles são até bem conhecidos...
Mas de alguma forma eles...os ocultos...ditm a vida de muitos...ás vezes e inclusive...a minha...
Os diz que me disse...os passarinhos que contam histórias...eu li no lugar que...e por incrível que pareça, até os fatos, que, por falta de estar expectador...colocamos fé em nossa própria descrença...
E por que razão vivemos assim?
Constantemente damos créditos à esperança dos outros...fato!
Poucas pessoas conseguem conviver livres desse fardo...o de carregar a expectativa dos outros...a verdade deles...e não fofocas...
Quando correspondemos às calúnias...somos cúmplices...e se somos...por quê reclamar...
E os que reinvidicarem viver livres disso...me desculpem...mas me dou o direito da descrença...
...se, por vezes, tenho descrença nos meus boatos por quê devo acreditar nos seus...

domingo, 26 de junho de 2011

Teatro De Tomates


Estava eu lendo e relendo uma velha receita sobre um molho de tomates e como sou um rés Chef na cozinha...escutei atentamente alguns dos inúmeros conselhos...
Os tomates precisam estar secos na hora de cortar...tomates molhados, no caso de algum pequeno corte, nosso sangue pode facilmente se diluir com o tomate...não descobrimos até que a dor nos atinja...
Bom...o cozimento dele...o molho depende de tantos outros fatores que minha capacidade de armazenar intuições de como deve ser feito quase foi substituída por outras experiências já tentadas...dizem os experientes...
A cor, o gosto, a essência...são parâmetros que me deixam particularmente com um sorriso no rosto...para ter o mesmo efeito sobre os demais...tive de assimilar que eu tinha de fazer minha parte na receita...parece que posso possuir um toque que alterará aqueles três elementos...
Ainda não experimentei todas as dicas que me foram de certa forma impostas...não teria a audácia de contestar tais Mestres Cucas...pude observar que, por vezes...
...por vezes demonstravam paixão no que diziam...certeza nem tanto...
...se mostravam cientes do que diziam...mesmo com o receio que lhes atingiam...
...estavam conscientes de suas dúvidas...mesmo não tendo coragem para solucioná-las...
...encenavam até, através movimentos técnicos, suas "paz de espírito"...rapidamente desmacaradas por uma fumaça qualquer...identificando que esse molho não teve a diretriz das tais receitas...
...vou passar um tempo longe das refeições dos sábios dessas ditas gastronomias...

sexta-feira, 24 de junho de 2011

A Arte Nova De Um Velho Bobo


O velho bobo não é velho...
Na verdade ele tem experiência...por isso ele é um velho bobo...apesar de ser jovem...
E o por quê ele é bobo?
Oras...porque ele sempre é enganado...um bobo oras...
Todo mundo passa a perna nele...um ingênuo ao cubo...
E tudo piora quando ele resolve dar uma de malandro...engano seu...
O seu papel de bobo está taxado...praticamente um "nascido para ser..."
E sua nova arte?
Na verdade essa arte já é antiga e conhecida por todos...mas como ela é velha, ninguém pensaria que o velho bobo, o jovem, a utilizaria...
A sua arte, nova, é de ser ele mesmo...como todo mundo espera o mínimo dele, ele dá o seu máximo...
Afinal, ele é bom em ser...bobo...
Mas como todo bobo...seu personagem cai no esquecimento...
Ele se reinventa...
As pessoas não o reconhecem...
Assim, ele se torna uma nova pessoa em seu meio...
Dando às pessoas o que elas esperam, elas deixam de ter perspectivas sobre sua pessoa...
Não se torna interessante...
É a hora de se reinventar...
Vai lá seu bobo...

quarta-feira, 22 de junho de 2011

Você Tem O Poder?


Alguém aqui se considera perigoso o bastante para ter o poder?
Que poder?
O poder sobre as pessoas...
Desculpa mas a partir de agora não quero usar a palavra "poder"...
A partir de agora prefiro usar..."infelicidade"...
Eu ter a "infelicidade" de ter nas mãos os sentimentos das pessoas, de nada me traz...
Não há nada mais oneroso do que isso...
Contudo, juro que não vejo valor nisso...carregar fardo tão frágil em minhas mãos...
E ainda mesmo assim...querendo ou não...depende de quão forte ou veloz você fechar sua mão...não tem a mínima idéia de quanta dor essa pessoa vai sentir...
E não há categoria em um masoquismo sentimental que ature isso...isso não...
As lágrimas que você instiga...são as poças que você pisa...
...há alguns dias fiz pessoas chorarem...
...hoje estou molhado por causa da chuva...

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Seus Passos...


Cada um caça com sua própria lança,
construimos ela desde pequeno, criança...
Mas quando atingimos uma mera lembrança,
Deve-se saber até onde a perna alcança...

Karaoke de nossa sonora trilha,
almejamos cada nota pra soltar...
Rara, as vezes, conseguimos tal maravilha,
iniciando, novamente, um leve cantarolar...

Nada nos impede de viver os momentos altos,
esquecendo os baixos...a gente exclui a vida...
Gostar disso é necessário recolher alguns cacos,
Um ultraje de nossa mente decidida...

Sabe-se que isso não são meras melodias,
tonalidades descabidas de emoção...
Ao menos elas devem ser compreendidas,
você sabe que não é preciso mais uma canção...

sábado, 18 de junho de 2011

Um Mais Um...


Muitas mentes em harmonia, sem saber ao menos por quê...
Cada gozo em sua língua, tudo me parece clichê,
O indivíduo coletivo, à espera de você...

Todo mundo fazendo um som, cada qual em seu tom...
tentando experimentar, todo e qualquer barulho bom,
E quem sabe descobrir quem desembrulhou o meu bombom...

Na roda de violão, o Ré chama as meninas...
Se quiser o Mi menor, fica calma a gente ensina,
Mesmo que por Una Cabeza...alguma coisa d'Argentina...

Cada um sabe o que bebe, pra não chegar à bebedeira...
Niguém deixa manifestar, a fada verde interesseira,
Com um cafuné se agradece, a perna como cabeceira...

Com nosso frio se congela, com nosso calor se derrete...
A gente faz o que adora, todos em cima do carpete,
Aqui ninguém fica de fora...um mais um se soma sete...

Sempre que um escolhe, qualquer número sortido...
Sua sorte está na linha e não na capa de seu livro,
O café bate à porta, para não deixar ninguém dormindo...

quinta-feira, 16 de junho de 2011

A Quadra...


Estou seguindo as marcas de gomas de mascar no chão colorido...antigos...pisoteados...cinzas...
Mas sigo...afinal, me encontro no meio dela...a quadra...e entre elas...as esquinas...
Ao encontro dela, viro à esquerda...prefiro essa direção...minha melhor guarda é a direita...
Ao fim da centena de pedras vejo que alguém dobra também...não sei quem...
Os olhares passam por mim sempre arregalados...ou boquiabertos...não dou importância...
Seus pensamentos parecem estar visíveis...
Passo por algumas vegetações...
Não há gravidade...
Estranho...
Passo pelos quatro...
Todos os lados parecem iguais...
Não me considero indivíduo principal...
Mas não consigo encontrar ninguém que eu espero...
A não ser quando olho para o lado oposto...para fora...
Engraçado que os quatro lados refletem minha imagem de forma visível até...
Nos meus devaneios de um notável pisciano, meus pensamentos não são nada além do que bolhas prontas para estourar...

terça-feira, 14 de junho de 2011

Sexto Sentido...


Ninguém pode negar a importância dos cinco...
A incapacidade de abraçar, de apertar a mão, de saber distinguir o fogo no inverno do picolé no verão...do peso da lágrima à dor no coração...
Saber atender a súplica de um ente querido...se ensurdecer com os cânticos da natureza...isso não é pra qualquer um...saber que até as abelhas fazem um som interessanete, não apenas um zum zum zum...
Atingir os outros com meias bobagens não pode ter o mesmo peso do que algumas onomatopéias...atos falhos sim...são as verdades da mente, vividas em uma odisséia...
A sensação de vida amarga deve ser confundida com um algodão-doce...eternos mares salgados em nossa vida que se transformam em rios de forma precoce...
Ao invés de brincar de piratas com tapa-olho...deveríamos brincar de se esconder...eu prefiro um cisco no olho...do que enxergar e sofrer...
Antes que alguma mãe ou mulher venha reinvindicar o último sentido...tirem o cavalinho da chuva...
O último sentido nem deveria ganhar tal denominação...
Se colocamos a mão no fogo por todos nossos sentidos, que são provas factíveis do nosso viver e somos enganados...
...como posso crer num sexto que não me dá prova que existe...
...e se existir só prova que estou errado?

domingo, 12 de junho de 2011

Advogado Do Diabo...


Desculpem...mas hoje vou fazer o papel de amigo da onça verdadeiro...
Intrigante!?...Muito simples...vou pedir que façam tudo ao contrário de algumas coisas que já disse...
Se cair...não levante...fique no chão e espere por ajuda...é muito mais fácil...
Essa história de sempre levantar a cabeça...não funciona...
Se você levantar a cabeça...não vai olhar onde está...somente fitará onde estão seus objetivos, mas o olhos vão escapar das pedras no caminho...
Ah você vai tropeçar...pode ter certeza...
Das duas, uma...ou troque por calçados mais fortes ou mire na pequeninhas e chute bem longe...sem piedade...não corra o risco de chutar um iceberg...você sabe o que pode lhe acontecer...
No fundo, no fundo...você sabe que não terá a mesma oportunidade de transpor os mesmos desafios...
Se você se deparou com um e não lhe sobram mais opções de como conquistá-lo e/ou superá-lo...vá procurar um no mínimo do seu tamanho...
Esse é o conselho que eu forneço...
...vá pelo caminho mais fácil...
...não quero que nenhuma das minhas amizades sofra com uma pedra molhada em suas mãos...

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Chocolate...Desculpe-me...


Antes que alguém me almadiçoe por trazer à tona assunto tão irresistível quanto esse produto quase perfeito feito pelo homem...ele podia funcionar da maneira que pensamos...
O chocolate nos leva do hábito ao vício tão repentinamente como o álcool nos leva à leve embriaguez...afinal, para que?...
Antes possamos imaginar...o início, vira um durante de forma tão veloz, que o fim chega ao seu destino...procurá-lo novamente...
Até hoje...ele não resolveu meus problemas de ansiedade...
Nem conseguiu me machucar com pensamentos alheios ruins sobre minha pessoa enquanto alguém o comia...
Na verdade eu queria que ele tivesse apenas uma utilidade...
Que ele possuísse todos os atributos que curassem as feridas, mágoas e aflições femininas...
...o por quê do altruísmo de minha parte?
...bem...digamos...digamos que eu também gosto de chocolate...

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Era Uma Vez...


Vire e mexe à tona vem a história
Redundante como um círculo vicioso
Ou como a mente de um ocioso
Denegrindo sua bela memória

Como num telefone sem fio
A mensagem sai de uma forma
Finalizando errado como norma
Sussurrado no ouvido macio

Direita pra trás, esquerda não!
Num esforço em querer dançar
Dando importância ao polegar
Na levada de um samba canção

Vivendo em cima do talvez
Juro que quero cuidar
De tudo que posso demonstrar
não precisando te contar outra vez...

sábado, 4 de junho de 2011

Mentira, Omissão e Meias Verdades...


Que posso fazer quando acontecer...
A mentira é cultura de berço, da mentirinha a calúnia, o estragos feitos vão de janelas trincadas à devastações desmedidas...
Não podemos mentir com escalas, pelo menos não há como, a permissividade iria tomar conta...
Medir o tamanho do estrago feito por tal é mais ridículo do que dizer que não comeu aquele bolo pra festa com a boca suja de doce...
Omissão pra mim é mesma coisa que ficar em cima do muro, se tornar um mero expectador das atrocidades e injustiças que acontecem...
Não descobri alguém que vestisse a capa de super herói sem segundos interesses...
E meias verdades...
Prefiro que não me contem nada...
Somos levados a crer em algo e saltamos do avião levados pela emoção da experiência, mas logo logo, descobrimos que mundo se aproxima rapidamente e a nossa cordinha salvadora não tem a função que pensávamos...que infelicidade...por quê ninguém avisou?
...não interpreto nenhum dos assentos de um confessionário...
...mas o papel de mulher do padre sempre cai como uma luva...
...o último a chegar, saber...

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Sinceramente...


Desde cedo descobri a sequência...pé...outro pé...pé outro pé...
Me fizeram decorar o ABC...aprendi a cantar O Hino, O outro também...e outros tantos...
Aprendi que o Não...signfica não mesmo...
O Nada, Talvez e Não sei...tem outros significaos...vá entender...
Li livros, manuais, os mandamentos diversos...aprendi a falar com as mais diversas pessoas...mas seus comportamentos ainda estão sendo analisados e compreendidos...sempre achei que era mais fácil...
Minhas brincadeiras tive que abandonar repentinamente...adquiri outras mais aceitáveis...não concordando, aceitei...
Fui um ótimo apostador...minhas expectativas eram sempre maiores que os grandes prêmios, mas minha sorte sempre foi de um sujeitinho sem graça, cor, gosto ou cheiro...
Fui um ótimo vilão em alguns romances...logicamente não ganhei nenhum Oscar pelo meu papel...não interpretei nenhum papel principal dentro de uma jaula...mas fui um ótimo figurante em algumas guerras...
Fui um ótimo bombeiro em prédios em chamas...mas ainda me queimo quando acendo um fósforo...
Não consigo me tornar responsável por alguém...juro que não há nenhuma indiferença de ordem qualquer...mas gostaria de um zelo para mim...
Escuto conselhos de pessoas com comportamentos os quais não concordo...mas ironicamente eles me servem perfeitamente...contradição ou características de ambivalência?
Tais sentenças desprendidas de um roteiro, serviriam como um ótima guia para a biografia de lamentações e sucessos de alguém...se...
...se elas não fossem simples coincidências compartilhadas por alguns, num pequeno espaço de tempo de alguns trezentos e tantos dias...