quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Desregrada Lamúria


Nunca havia presenciado tal ira...
O firmamento em agonia, bradejava de tal forma que, os que escutavam, temiam...
O cintilante acima era oriundo de, provavelmente, alguma angústia, que não resolvera...
Quem obervara, fitava acima taciturnamente...
Quem fechava os olhos, contentava-se com o lacrimejar constante que quicava em tudo...
A balbúrdia estava edificada...
Não quedei pra finalizar o veredito...
...mas garanto que a tempestade...
...de nada adiantou...

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

R.G.



Acho que você é uma pessoa muito dificil de interpretar...
Você não deixa transparecer...
Começa com essas meias palavras...
Fala as coisas pela metade...
Esperando que eu entenda o todo...
Mas é impossível pra eu entender o todo...
Porque eu não faço a menor idéia do que se passa na sua cabeça...
Não sei se acontece com as outras pessoas também, de não te entenderem ou entenderem errado...
Mas assim, por favor...
Tenta falar o que tu quer dizer... sem rodeios...
...porque eu não entendo...

domingo, 25 de dezembro de 2011

Transcrições de Pedro...


Uma vez fiz parte de um debate entre dois pequenos cérebros..
Assim percebi que:
...nós nascemos sozinhos e morremos sozinhos, muitas pessoas passam pelas nossas vidas...
...mesmo sabendo que não deveríamos confiar tanto nas pessoas e se entregar para as relações sejam elas quais forem, nós sempre nos entregamos...só que no final somos só nós e nós mesmos...independente de qualquer laço...
...pai, mãe, amores, amigos...é como ser só...sempre e pra sempre...
...no final, é tu e tu mesmo...
...com tuas lágrimas, sorrisos, experiências e com a cabeça funcionando no travesseiro quando dormimos...
...é como se não pudéssemos nos entregar tanto para as coisas da vida...como se tivéssemos que ter rédias, sabe!?
...de nós mesmos...

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Meu Pensamento


Acha,
que tá sempre tudo errado,
não dá conta do recado,
então resolve desculpar...

Lembra,
de quando era uma criança,
tinha sempre a esperença,
sem querer se importar...

Nunca,
encontra sempre o quer,
o amor de uma mulher,
algo para cultivar...

Pensa,
estar a busca de um abrigo,
recebe sempre de um amigo,
coisa boa não vai dar...

Mas sempre,
procuro tudo no escuro,
perco naquele segundo,
lembro daquele lugar, que

Vejo,
perdido sempre no silêncio,
que guardo no meu pensamento,
sem querer saber voltar...

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Cansei...


Cansei da vida...
Daquela inflada demagogia que nos rodeia dia após dia...
A estafa vem acompanhada de um findar primaveril muito singelo...mas mesmo assim não dá...
As escusas são muitas para motivos ainda mais diversos...não há tolerância suficiente para explicações...
Reclusão é a solução...
Não se gasta...não interrompe...não perturba...não comete injustiças...acrescenta...
Acrescentar soluções não arremata meu possível hábito de monge...
Mas o cotidiano necessita ser modificado...
E não quero empurrar essa questão para ninguém...
...nem para o ano novo que se aproxima...

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Ia


A asserção dos fatos nem sempre correspondem aos ensejos crônicos da vida...
Muitas vezes acredito que estes, são falhas do nosso cognitivo, verificando o real estado do nosso motor pulsante...
Sim...acredito que ele falhe propositalmente a maioria das vezes...
É uma falha do sistema...o todo trabalha em harmonia...enquanto ele, num ímpeto de querer encurtar o processo, qualquer que seja ele...é taxado de incompreensível por ser mostrar útil...
Infelizmente não há reposição...geralmente sua correção severa...é a reclusão...dependendo do ato impensável...
Quando decido as atitudes, ele sempre segue tais decisões...
Do contrário...quando ele requisitava minha presença...eu ia...juro...
Hoje...tento observar de longe suas tolices...

sábado, 17 de dezembro de 2011

Autobiografia


Meu sumário nada mais é do que meu cabelo despenteado...
Encaracolados com a ajuda do vento...dispersos como determinado...
Os capítulos que tenho posse são diversos...drama, suspense, aventura...
Não contam com muitas ilustrações...tentar descrever essa rés criatura...
A conclusão se define no que sou...pré-conceitos desmedidos...
Provavelmente sorrateiros pensamentos ardilosos...temidos...
Capa e contra-capa...não me têm serventia...
Não posso me definir em livro...quem sabe uma biografia...

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Manifesto Da Lua



Se mostre e então te direi quem és,
não se mostre muito...será seu viés...
Afinal mostre sua imagem pra todo resto...esse é seu gesto?
Desrespeito frente aos outros, é pra isso que presto?

Não digo pra que se esconda, cada um tem seu tempo...
Você se mostra imponente...todos lhe anseiam...
Minha hora é serena...a noite...horas adentro,
Minha superfície, mesmo gélida, águas permeiam...

Sua falta de zelo pode machucar as pessoas,
comigo não se preocupe, não nos encontramos mais...
Enquanto eclipse ambos, tivemos tais ensejos,
hoje questiono o que foi esse lampejo?

Eventos como esse tardam a se repetir...
Datas semelhantes ao findar da estação...
Como pôde realizar tal façanha?
Penso desvincilhar-me de vez dessas artimanhas...
Preciso parar de me despir, antes que fique nua...
Atenciosamente: Lua...

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Música


O que realmente me move sem intolerâncias é a música...
Não fazendo a distinção do que ela remete...
Músicas pra isso, pra aquilo...ainda mais à quilo...se possível for...
Geralmente vejo as pessoas se identificarem as músicas, revelando quem elas realmente são...
Não tenho como interpretá-las de outro modo, a não ser de ser indivíduos sonâmbulos de forma tão passageira quanto as de suas realizações...
Sonhos remetidos ao inconsciente utópico...maquiando assim a realidade tátil da qual fugimos por instantes...
Sim fugimos...eles fogem, vós, nós, ela, tu...principalmente eu...
Pra poder viver as tais realidades preciso saber o que te embala, consola e anima...
...alguma melodia com letras pra descobrir a tua rima...

domingo, 11 de dezembro de 2011

Quase Perfeição



Me faça um favor?
Pare de buscar a perfeição...
Sério...lhe enxergo como uma pessoa sem graça...muito previsível...
A sua vontade se ser a pessoa certinha...não me traz nenhum agrado...não que tenha a obrigação de...mas muitas vezes me entedia com tal hipocrisia...
Minha idiossincrasia em observar tais comportamentos, me revelam o quão somos suscetíveis...
Ao fim de tudo esquecemos de ser nós mesmos almejando ser uma utopia dentre outras cópias do carbono...
O que me atrai...não é o oposto...a originalidade...mas essa tem grande valia...
A perfeição não me atrai...talvez seja essa minha hipocrisia...

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Arde


Um nó na garganta que aperta de forma tão eficaz e que não deixa espaço algum para qualquer outra sensação...
Bem dado...bem feito...bem feito também...
Uma sensação tão desprazerosa quanto arrancar um dente...sabemos que vai doer...mas precisamos passar por isso...
De que outra forma posso deixar minha aparência mais bela perante aos outros?
A idéia sempre foi essa...nem que eu fure minhas bochechas com meus indicadores esticando até orelha...a idéia é essa...
Equilibrar um livro sobre a cabeça não pode ser exclusividade das modelos...de que forma poderei eu manter o rosto levantado...
E um animal de estimação que puxa meu cobertor logo pela amanhã... tem grande estima para mim...mais do que muita gente...ele sabe que eu não posso ficar na cama, no quarto...ou seja...não posso...
Também não posso me dar ao luxo de ler livros no momento...não agora...aquelas palavras completando frases de efeito querendo de alguma maneira, me ensinar como viver...não me servem...
Não gosto de frases de efeito...
...ainda mais quando se mostram verdadeiras...

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Pensamento


Pensamento voa...pra nunca mais voltar...
Se agarra nas nuvens, com a esperança que um dia, cinzas, voltem...quando a saudade chamar...
Penamento intriga...gruda mais que goma de mascar em calça nova...
Permanece o tempo necessário...até se livrar do peito, o que realmente lhe incomoda...
Pensamento foge...escapa da vontade de saber...
Aquela sensação que algo lhe falta, sem saber mesmo como e por quê...
Pensamento machuca...irrita mais que corte recém feito...
Se a lástima for sua, paciência...todo mundo um dia, detentor das dores, será eleito...
Pensamento alegra...mesmo porque, não preocupa...
Não há expericência melhor do que viver aforra...
...sem um mínimo pingo de culpa...

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Tal


Eu quero a porta aberta,
desvendar tais descobertas...
Aquelas tuas ofertas,
espero escolher a certa...

Por isso digo e repito:
não há tal infinito!
Só mais um grito,
de alguém belo e aflito...

Tal procura é só tua,
como se fosse uma pintura,
aproveito a aventura de,
encarar tua cintura...

Moldar tal loucura,
com dedos sigo a nua,
linhas e misturas,
da curva moldura...

Sinto muito pelos tais,
regido por um intelecto capataz...
Aqueles ditos que uma vez fui capaz,
hoje talvez fiquem para trás...

sábado, 3 de dezembro de 2011

Deixe Estar...


Posso ver tudo o que passou...
Ações lisérgicas alheias...centelhas de amizades verdadeiras...
Verdadeiras correntezas de frio e vento que trazem o som à orelha...
Situações obscuras de presença dúbia e angústia compartilhada por alguns grãos de areia...
Curvas tendenciosas sinuosas que nos levam ao oásis de interpretações noturnas errôneas...
Guiadas por um desejo de peripécias incessante frente à indagações descabidas...
Vestimentas à parte, considerando a ocasião...apenas gargalhadas gratuitas...
Histórias de uma celebração deslocada por intuitos distintos...
Realizações almejadas por anseio inexplicável...
A sombra noturna existe para aqueles que seguem o exemplo do espelho...
Mas a volta...bem a volta fica pra quem viveu...
Viver não é exceção ou regra...
Não cabe restrições e nem condições...
...mas abster-se do lógico traz a incoerência desejada...

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Escritas



Vou pensar nos meus dizeres findanos desde agora...
Não pretendo deixar para os últimos dias...provavelmente irei me deixar levar por todas aquelas emoções pelas quais passamos quando nosso inuito é de nos reencontrar e trocar boas vibrações...
Preciso estar são neste momento...
Mas minha necessidade é muito mais do que meras resoluções...
Aspiro por momentos introspectivos (mais...sim), para analisar se minhas inspirações andam em consonância com minha realidade...
Não preciso criar caso com minhas habilidades ou falta delas...
Necessito apenas avaliar se meus sonhos não se tornaram um tanto utópicos...
Porque se isso acontecer...
Não vão passar de meras ilusões...
Zonas de conforto mental para escapar da realidade...
...se tornando meras escritas...

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Oito

Não aguento mais essa chuva,
quando cai, queda e inunda...
Já acontece desde segunda,
desde já a pele murcha...

Parece propício em tal época,
findando os dias de alguma festa...
Decidem entrar por qualquer fresta,
impedindo improváveis serestas...

Tal peso completa a mente,
pelo coração inunda a consciência...
Integra os pensamentos,
questionando a permanência...

Desse orvalho eu não entendo,
quando escorre a face, machuca...
Ferindo mais que tapa de luva,
não aguento mais essa chuva...

domingo, 27 de novembro de 2011

Sentir



Sentir faz falta,
falta faz o que estou sentindo,
o sentimento que trago dentro,
pra mim, continuo omitindo...

A omissão é o meu recurso,
do que sei eu uso e abuso,
mesmo que fique recluso,
me repito até ficar confuso...

A confusão é meu engodo,
minha vida quedo quieto...cômodo,
escapo daquilo que não está,
sentado esperançoso...

Esperar não é de meu feitio,
aqui passo calor, lá frio...
Novo, velho, qualquer idade,
só tento esquecer de uma coisa,
que não consigo fugir da saudade...

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Vai e Volta


Vai...
Assim mesmo se você quiser então,
pense bem antes de tudo
Nossa andar em círculos sempre foi ineficaz
Mesmo nos policiando,
nosso espelho de casa é um oásis repetitivo
Levamos uma vida de auto-corrupção,
Não imagine que a vida é burocrática,
Invente um novo jeito para tudo,
comece de novo,
ou então volta...

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Tenho Medo



Tenho medo...muito medo...
Meu poder de persuadir é pleno...
Meu erro é acertar no equívoco,
de um anseio talvez muito bem compreendido...

Lógica fatal de uma idéia instável...
Coragem em ter nas mãos algo pouco razoável...
Juízo pouco crente em pôr valor,
em alguma utopia, tal como o amor...

E o receio não é uma simples covardia,
é a estratégia que uso à noite pra poder observar o dia...
A luz que salvo até o entardecer,
serve de rota pra minha sombra fugitiva...

Do estado de atenção que me encontro,
desencontro minha distração...ou meu ponto,
de equilíbrio que me mantém estável,
no pêndulo que insiste meu pulso ritmar...

Esse que sempre controlo, pulsar de emoções...
Ânsia, pavor e frustrações...
Tremores de um temor sucinto,
que aparência tenho eu quando minto?

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Dedos

A capacidade do homem em não se limitar aos meios "usuais" de se comunicar é imensa...os cinco sentidos não ficam entre os Top cinco no momento de se expressar... Falo da mão...em específico os dedos...conseguimos transmitir um idioma inteiro por meio deles... Louco isso, não!?...bem não...muito antes de categorizar certos gestos e trejeitos, eles já diziam muita coisa... Do mesmo jeito que alegremente demonstramos o nosso contentamento com um "positivo", podemos sentenciar à morte se o dedão pesar e mudar verticalmente de posição... Conseguimos demonstrar todo nosso amor utilizando os dez dedos...para expressar o ódio precisamos só de um...lembram!? Conseguimos expressar nossos gostos musicais e estilos de vida com apenas dois dedos... Com três podemos dizer um "Eu te amo"... Com entralaçar de alguns dedos demonstramos afeto...ao passo que, dependendo da pressão, repreendemos... Confirmamos...negamos... Enfim...no reinventamos nas adversidades... Mas hoje as pessoas se expressam menos... ...estão "cheio de dedos" com elas mesmos...

sábado, 19 de novembro de 2011

Corteje


Muitas mentiras permeiam a realidade que nos cerca...
Primeiro...felicidade plena...não acredito...sou cético nessa questão...Uma que o ser humano é um homem chato, com tensão pré-menstrual, reclamando das dores da idade com um choramingar de um recém nascido...
E duas...não descobri nenhum remédio lisérgico o bastante para nos alimentar de um êxtase contínuo sem que nos restrinja algumas das poucas faculdades que usamos...
As afirmações convictas ríspidas tentando comprovar tal assunto contradizem ainda mais o locutor que não faz concessões...
Acredito nas pessoas de vida simples...que não descobriram ainda o fútil conforto que nos rodeia...
Acredito nas pessoas que descobriram o fútil conforto que nos permeia e conseguem demonstrar o real interesse pelo singelo...
Essas pessoas até posso acreditar que sejam felizes...plenas?...ainda não sei...
...por isso corteje-as...são as únicas que deixarão transparecer os rastros do caminho para aquela tal felicidade...

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Incontrolável Locomotiva


Sigo tentando aquela quase utópica idéia de que posso dissertar sobre tudo o que observar...
O cachorro que manca de uma pata quebrada que mal suporta tal dor...ou sobre o olhar triste de uma menina com o rosto encostado na janela de um ônibus que não se move...
O sorriso bobo de uma mulher que teve seu olhar correspondido de um estranho conhecido...ou de alguém lhe perguntando se está tudo bem e de fato se interesse por sua resposta...
A incerteza aflitiva de receber tal ligação que pode melhorar seu dia...ou a dúvida cruel de qual comida lhe fez mal pela manhã e assim arruinou o resto de seu dia...
A raiva contida de alguém que trocou a música no momento em que estava prestes à soltar a voz...ou alegria desmedida de querer dividir com alguém em um momento totalmente inoportuno...
Esse trabalho desmedido de fomentar tais percepções sobre o cotidiano, corrobora com a intenção humana de desvendar os devaneios mais inúteis ao qual podemos nos esforçar à sedução de alguma compreensão...
Facilidade sem tamanho para pensamentos desregrados...
...interrupção exclusiva às concepções tendenciosas...

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Marcando O Tempo


Fazer um som, um colo e um violão
Rir sem ver o rosto alheio...
Marcando na perna o tempo,
Perguntando por que ainda não veio...

Das coisas que falo, já vivi...
Das que sinto, já sorri...
Das que espero, faço figa...
Do que sei, a despedida...

O novo norte, mais à direita,
Escapo um pouco do que não presta...
Dos afetos bem nítidos,
Na lembrança me resta...

Na consciência, convicção...
Das desavenças, o perdão...
Da alegria, incomparável gratidão...
Do coração...bem lembrado...

sexta-feira, 29 de julho de 2011

A Volta Vem


Dias melhores sempre existirão,
dizia o conto de um jovem literário...
Ditos de qualquer velho jargão,
antigo mas não muito, centenário...

Velhos caprichos de mentes autoritárias,
nunca tiveram valor em decisões...
O grito não impõe respeito, cala,
medo e suas restrições...

No esquema cada um cuida do seu,
objetivos acabam sendo trocados...
Onde a diferença entre o nosso e o meu,
fogem eximindo qualquer culpado...

No que preciso for, estarei,
porque é isso que nos mantém...
Do caminho até onde cheguei,
as pedras sempre são alguém...

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Carregando O Mundo


Cá pra nós, essa história de carregar o mundo nas costas não existe...nunca existiu...
Mas pesa, não!?
Pesa ué...por onde passamos nos ocupamos das coisas que nos dão prazer...contudo com alguns pequenos fardos...
A preocupação com os objetos que adquirimos...
A preocupação com nossos compromissos...
A preocupação com os bem próximos...
Tal pré-ocupação nos faz parecer mais como viajantes rumo a um mosteiro carregando um saco de pedras...do que um analista cético antevendo todos os seus pormenores...
Pra se livrar dessa dor nas costas é simples...
...o analista é um bom aconselhador, te traz os melhores avisos com as melhores provas irrefutáveis de como suportar isso...
...o viajante...apenas se liberta do saco de pedras e segue seu caminho...

segunda-feira, 25 de julho de 2011

O Homem E Seu Caminho


O homem está em seu caminho,
ele faz o que faz sem pensar...
Mesmo estando em desalinho,
com seu jeito próprio de caminhar...

Atira uma pedra ao léu,
sem olhar o que vem a acontecer...
O milagre não vem do céu,
Cospir ao alto sem ver...

Queimar não lhe convém,
enterrar ele não quer...
O ar que lhe mantém,
orvalho de seu mal-lhe-quer...

O que ele faz, não lembra,
o que sabe, ele lamenta...
O que não entende, pensa,
O que pensa...só no seu caminho...

sábado, 23 de julho de 2011

Não Mexa, Não Toque Nessa Minha Alegria


O meu prazer está em seu caminho,
reside nas mais belas frutas do inverno...
Se sorve com os mais belos aromas de um vinho,
É isso que busco...fugir do inferno...

Com diálogos e muitas discussões,
Esmero parcimoniosa por algo que enobreça...
Procuro nas angústias e aflições,
Aquilo que satisfaça, que aqueça...

Na mistura de sons de minha vida,
não existe maior prêmio que o abraço...
Com minhas cores de forma desinibida,
Você que faz papel de palhaço?

Nos equívocos de limpar tal alegria,
esqueço-me dos valores que fazem o que sou...
Nenhum chapéu tem a malícia,
de manter o fogo que quase apagou...

sexta-feira, 22 de julho de 2011

Muro Dos Sem Mim


Me julgo com a razão?...Sim, por vezes...
Critico a atitude dos outros?...Também...oras...
Só que a maioria das ocasiões tento praticar o esporte da terceira via...aquela básica e ótima de se ver...
Ficar em cima do muro e tecer alguns comentários...mas percebi que é muito covardia fazer isso com as pessoas de meu convívio...
Mas tenho receio de descer do muro...
As oportunidades em que tive coragem de descer me trazem más lembranças...
Muros muitos altos, escorregadios, muito firmes...difíceis de derrubar...
Não que meu intuito seja derrubá-los...não posso desestabilizar ninguém removendo suas bases...mas no mínimo, abrir janelas...frestas mínimas...
Há um outro lado para se enxergar...não é o seu e nem o meu...existe outro lado para se enxergar...
Mas bater contra uma parede?
...nem pensar...contrato um bola de demolição ou deixo intacta para dividir pessoas...
...já teve seu sucesso em outros países...
...infelizmente...

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Dois Centos


Já vivido um oitavo dessa quantia,
contos os dias para o tal fechamento...
A razão, é de minha autoria,
mas o coração é dos meus sentimentos...

Com esse todo tempo faria folia,
virava a ampulheta de cabeça para baixo...
Substituindo, de repente, a noite pelo dia,
trocando a certeza pelo o que eu acho...

Peças de um relógio sem uso,
à sombra de um sol que marca a hora...
Conflitos de uma mente com fuso,
sem saber o que fazer agora...

Números que preenchem o calendário,
placebos de papéis sem sentimentos...
Anos que atrasam meu horário,
o cuco que ensurdece meu alento...

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Gostaria Que Você Estivesse Aqui...


Músicas, dedos, melodia,
preponderâncias do meu hedonismo...
Prefiro aprender de um qualquer,
do que das coisas que ensino...

Bebidas, luzes, cabelos,
Cromossomos idênticos sem resposta...
Almejo saber o que quer,
sem saber se você mesmo volta...

Orvalho que escorre o monte,
à pele busca feição...
Ao ar que se perde o sustento,
Quedando apenas ao chão...

Não quero que o futuro me esqueça,
pois tenho expectativa das coisas que já fiz...
O passado é que rege meu presente,
só esquecendo as saudades do que não vivi...

sábado, 16 de julho de 2011

Hoje Eu Quero...


Hoje, antes de tudo, quero confundir antes de explicar...
Sim, o simples fato de deturpar fatos concretos me cativa de tal forma que não posso ser capaz de mensurar minha habilidade de escrever novos roteiros...
Não, não posso ser leviano em usar essa autorização para mediocridades...
Amanhã, quero que tudo se reinvente, a expectativa do inesperado que me aguarda avidamente...
Ontem, vivi tudo o que não havia planejado...
Agora, hoje...
Hoje eu quero confundir...

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Tempo Bom...


Hoje passei pela frente de minha antiga casa...a casa onde eu passei o maior tempo da minha infância...
Passei duas vezes por ela...a primeira vez foi de manhã...bem cedinho...
Não havia ninguém na rua...pude adentrar até o terreno em frente para vizualizar melhor...
Curiosidade maior não havia...lembrei de todas as brincadeiras que fiz...de todos os metros quadrados de chão que eu me machuquei...e como havia metros quadrados...
Lembrei do meu primeiro animal de estimação...um cachorro mais preguiçoso que eu...
Logo mais fui embora...ainda não havia ninguém...apenas a chuva que agora me acompanhava ao meu destino..
Ao fim do dia...passei por lá novamente...e coincidentemente...porque não planejava passar por ali...
Até eu chegar, a chuva me acompanhou..
Olhei para os rostos que ali passavam...não reconheci nenhum...e nenhum me reconheceu...
A chuva cessou...
Eu, continuei molhado...
Mas com as lembranças e incógnitas de um tempo que retorna em forma de um relicário visual que só o (in)consciente pode tatear...

terça-feira, 12 de julho de 2011

Receba...


Joga na cara mas não atinge,
rasteja no lar que existe...
Trepa no lustre que restringe,
a luz que a sombra incide...

Olha daqui, cega de lá,
Assusta aquilo ali...
Verdade cintilante que
ninguém há de resistir...

Chama, sussurra, expurga...
Brada, proclama, balburdia...
Escuta, observa, consente...
Não entendo o que se passa nessa mente...

Chuta a pedra...ela...
Pega no braço...leva...
Treme diante...queda...
Se chora, carrega?

domingo, 10 de julho de 2011

Sossego...


Tardezinha marota,
com a mente aberta...
Na onda do calor,
onde a terra berra...

Os dedos sonorizam,
a vontade do silêncio...
Ouvidos temporizam,
a sinapse do momento...

Da grama verde e seca,
o aroma vil que atinge...
Enigma que desvenda,
segredos de alguma esfinge...

O cetro que ao vento existe,
à terra que desce rarefeito...
No vai e vem dessa alegoria,
a mente em equilíbrio perfeito...

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Mais Do Mesmo...


Quando digo,
parece que não sou ouvido...
Bravo todos os meus ditos,
para os desprovidos de ouvidos...

Receio de escutar e conhecer,
se faz assustar, perecer...
A habilidade de enfrentar e perder,
Se esconde no jogar, vencer...

Experimentar e sentir,
Concomitância linda de se ver...
Conversar sobre o nosso caminhar,
É o mais singelo de se viver...

Por isso as mesmas palavras,
O mesmo discurso...
Há diferentes maneiras de trilhar,
O mesmo percurso...

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Que Roubada!


Chegando sem ensaio,
sem voz e sem mais nada...
Pensando no que vinha,
entrando na roubada...

Coragem vem dobro quando se enfrenta,
o receio do mistério que pode vir...
Uma boca, os dentes que atingem,
o sorriso fácil que lhe convir...

Roubada muito útil, muito eficaz,
esperando só álcool agilizar...
O tempo raso que me traz,
o estalo na bochecha que lhe agradar...

Ao fim não há mais nada a fazer,
músicas ensaiadas, ocupadas por outros...
Fugindo de pensamentos sem poder,
aceitando conceitos básicos ou bobos...

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Conclusões Interpessoais


Muitas das tipificações cognitivas que permeiam meu raso intelecto, até hoje, nunca facilitaram a compreensão das expectativas e angústias que possuo frente ao meu círculo de relações pessoais...
E são diversas...tipos de comportamento...classificações físicas...signos e ascendentes...tabelas psicológicas...e listinhas de gosto e não gosto...
Essas personificações de nada valhem a um deslize comportamental...tudo aquilo que você adquiriu ao longo de um determinado tempo é posto em cheque...por maior que seja nossa capacidade de relevar os acontecimentos...
...o porque sim e o porque não, me convencem muito mais nessas horas...
...as outras respostas ou não queremos ou não estamos aptos para assimilar...

sábado, 2 de julho de 2011

Oscilações...


Esse termo para mim tem sua definição justamente em seu princípio...pois o final é pura imitação...
Oscilar tem como norma não seguir regras...
Sua diretriz é regida pelos fins de sua natureza...
Desculpem...eu sei...explico, replico, confundo, retorno e não chego a lugar nenhum...
Ou será que é isso mesmo?
A partir de agora minha inquietação reside na minha conclusiva indefinição...
Qual o seu fim?
Partindo da sentença que todo princípio encontra seu fim...o que será de mim?
Vejo muito disso por aí...aponto o dedo...mato alguns neurônios...perco muitas oportunidades em permanecer quieto...e ainda por cima tenho a cara de pau misturado com o receio obstinado na coragem em reconhecer isso quando olho no espelho...
...vai ver é isso mesmo...
...da forma que ajeito meu cabelo...é definido meu comportamento...

quinta-feira, 30 de junho de 2011

Senhas Sem Razão


Sigo os grãos
até o meu mar
Tento em vão querer me agarrar
Peço um banho devagar
Nada além de uma fina gota

Chamo todos
para poder ver
Em qual lingua vou querer dizer
Um je t'aime servirá
afim dela não me esquecer

É a besta
do meu terror
Temo mesmo com muito louvor
chato de não terminar
esse imenso pesadelo

Minha letra
em seu papel
Vejo tudo sempre atrás de um véu
O sorrriso, estrela que
persegue um lugar no meu céu

Coisas que
cabem no coração
Milhões de senhas sem razão
Lá no fundo da sua voz
Sempre existirá uma canção

terça-feira, 28 de junho de 2011

Qual Chefe Manda?


Ultimamente tenho acompanhado o comportamento de algumas pessoas, regidos por alguns seres ocultos...
Ninguém tão oculto e obscuro...eles são até bem conhecidos...
Mas de alguma forma eles...os ocultos...ditm a vida de muitos...ás vezes e inclusive...a minha...
Os diz que me disse...os passarinhos que contam histórias...eu li no lugar que...e por incrível que pareça, até os fatos, que, por falta de estar expectador...colocamos fé em nossa própria descrença...
E por que razão vivemos assim?
Constantemente damos créditos à esperança dos outros...fato!
Poucas pessoas conseguem conviver livres desse fardo...o de carregar a expectativa dos outros...a verdade deles...e não fofocas...
Quando correspondemos às calúnias...somos cúmplices...e se somos...por quê reclamar...
E os que reinvidicarem viver livres disso...me desculpem...mas me dou o direito da descrença...
...se, por vezes, tenho descrença nos meus boatos por quê devo acreditar nos seus...

domingo, 26 de junho de 2011

Teatro De Tomates


Estava eu lendo e relendo uma velha receita sobre um molho de tomates e como sou um rés Chef na cozinha...escutei atentamente alguns dos inúmeros conselhos...
Os tomates precisam estar secos na hora de cortar...tomates molhados, no caso de algum pequeno corte, nosso sangue pode facilmente se diluir com o tomate...não descobrimos até que a dor nos atinja...
Bom...o cozimento dele...o molho depende de tantos outros fatores que minha capacidade de armazenar intuições de como deve ser feito quase foi substituída por outras experiências já tentadas...dizem os experientes...
A cor, o gosto, a essência...são parâmetros que me deixam particularmente com um sorriso no rosto...para ter o mesmo efeito sobre os demais...tive de assimilar que eu tinha de fazer minha parte na receita...parece que posso possuir um toque que alterará aqueles três elementos...
Ainda não experimentei todas as dicas que me foram de certa forma impostas...não teria a audácia de contestar tais Mestres Cucas...pude observar que, por vezes...
...por vezes demonstravam paixão no que diziam...certeza nem tanto...
...se mostravam cientes do que diziam...mesmo com o receio que lhes atingiam...
...estavam conscientes de suas dúvidas...mesmo não tendo coragem para solucioná-las...
...encenavam até, através movimentos técnicos, suas "paz de espírito"...rapidamente desmacaradas por uma fumaça qualquer...identificando que esse molho não teve a diretriz das tais receitas...
...vou passar um tempo longe das refeições dos sábios dessas ditas gastronomias...

sexta-feira, 24 de junho de 2011

A Arte Nova De Um Velho Bobo


O velho bobo não é velho...
Na verdade ele tem experiência...por isso ele é um velho bobo...apesar de ser jovem...
E o por quê ele é bobo?
Oras...porque ele sempre é enganado...um bobo oras...
Todo mundo passa a perna nele...um ingênuo ao cubo...
E tudo piora quando ele resolve dar uma de malandro...engano seu...
O seu papel de bobo está taxado...praticamente um "nascido para ser..."
E sua nova arte?
Na verdade essa arte já é antiga e conhecida por todos...mas como ela é velha, ninguém pensaria que o velho bobo, o jovem, a utilizaria...
A sua arte, nova, é de ser ele mesmo...como todo mundo espera o mínimo dele, ele dá o seu máximo...
Afinal, ele é bom em ser...bobo...
Mas como todo bobo...seu personagem cai no esquecimento...
Ele se reinventa...
As pessoas não o reconhecem...
Assim, ele se torna uma nova pessoa em seu meio...
Dando às pessoas o que elas esperam, elas deixam de ter perspectivas sobre sua pessoa...
Não se torna interessante...
É a hora de se reinventar...
Vai lá seu bobo...

quarta-feira, 22 de junho de 2011

Você Tem O Poder?


Alguém aqui se considera perigoso o bastante para ter o poder?
Que poder?
O poder sobre as pessoas...
Desculpa mas a partir de agora não quero usar a palavra "poder"...
A partir de agora prefiro usar..."infelicidade"...
Eu ter a "infelicidade" de ter nas mãos os sentimentos das pessoas, de nada me traz...
Não há nada mais oneroso do que isso...
Contudo, juro que não vejo valor nisso...carregar fardo tão frágil em minhas mãos...
E ainda mesmo assim...querendo ou não...depende de quão forte ou veloz você fechar sua mão...não tem a mínima idéia de quanta dor essa pessoa vai sentir...
E não há categoria em um masoquismo sentimental que ature isso...isso não...
As lágrimas que você instiga...são as poças que você pisa...
...há alguns dias fiz pessoas chorarem...
...hoje estou molhado por causa da chuva...

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Seus Passos...


Cada um caça com sua própria lança,
construimos ela desde pequeno, criança...
Mas quando atingimos uma mera lembrança,
Deve-se saber até onde a perna alcança...

Karaoke de nossa sonora trilha,
almejamos cada nota pra soltar...
Rara, as vezes, conseguimos tal maravilha,
iniciando, novamente, um leve cantarolar...

Nada nos impede de viver os momentos altos,
esquecendo os baixos...a gente exclui a vida...
Gostar disso é necessário recolher alguns cacos,
Um ultraje de nossa mente decidida...

Sabe-se que isso não são meras melodias,
tonalidades descabidas de emoção...
Ao menos elas devem ser compreendidas,
você sabe que não é preciso mais uma canção...

sábado, 18 de junho de 2011

Um Mais Um...


Muitas mentes em harmonia, sem saber ao menos por quê...
Cada gozo em sua língua, tudo me parece clichê,
O indivíduo coletivo, à espera de você...

Todo mundo fazendo um som, cada qual em seu tom...
tentando experimentar, todo e qualquer barulho bom,
E quem sabe descobrir quem desembrulhou o meu bombom...

Na roda de violão, o Ré chama as meninas...
Se quiser o Mi menor, fica calma a gente ensina,
Mesmo que por Una Cabeza...alguma coisa d'Argentina...

Cada um sabe o que bebe, pra não chegar à bebedeira...
Niguém deixa manifestar, a fada verde interesseira,
Com um cafuné se agradece, a perna como cabeceira...

Com nosso frio se congela, com nosso calor se derrete...
A gente faz o que adora, todos em cima do carpete,
Aqui ninguém fica de fora...um mais um se soma sete...

Sempre que um escolhe, qualquer número sortido...
Sua sorte está na linha e não na capa de seu livro,
O café bate à porta, para não deixar ninguém dormindo...

quinta-feira, 16 de junho de 2011

A Quadra...


Estou seguindo as marcas de gomas de mascar no chão colorido...antigos...pisoteados...cinzas...
Mas sigo...afinal, me encontro no meio dela...a quadra...e entre elas...as esquinas...
Ao encontro dela, viro à esquerda...prefiro essa direção...minha melhor guarda é a direita...
Ao fim da centena de pedras vejo que alguém dobra também...não sei quem...
Os olhares passam por mim sempre arregalados...ou boquiabertos...não dou importância...
Seus pensamentos parecem estar visíveis...
Passo por algumas vegetações...
Não há gravidade...
Estranho...
Passo pelos quatro...
Todos os lados parecem iguais...
Não me considero indivíduo principal...
Mas não consigo encontrar ninguém que eu espero...
A não ser quando olho para o lado oposto...para fora...
Engraçado que os quatro lados refletem minha imagem de forma visível até...
Nos meus devaneios de um notável pisciano, meus pensamentos não são nada além do que bolhas prontas para estourar...

terça-feira, 14 de junho de 2011

Sexto Sentido...


Ninguém pode negar a importância dos cinco...
A incapacidade de abraçar, de apertar a mão, de saber distinguir o fogo no inverno do picolé no verão...do peso da lágrima à dor no coração...
Saber atender a súplica de um ente querido...se ensurdecer com os cânticos da natureza...isso não é pra qualquer um...saber que até as abelhas fazem um som interessanete, não apenas um zum zum zum...
Atingir os outros com meias bobagens não pode ter o mesmo peso do que algumas onomatopéias...atos falhos sim...são as verdades da mente, vividas em uma odisséia...
A sensação de vida amarga deve ser confundida com um algodão-doce...eternos mares salgados em nossa vida que se transformam em rios de forma precoce...
Ao invés de brincar de piratas com tapa-olho...deveríamos brincar de se esconder...eu prefiro um cisco no olho...do que enxergar e sofrer...
Antes que alguma mãe ou mulher venha reinvindicar o último sentido...tirem o cavalinho da chuva...
O último sentido nem deveria ganhar tal denominação...
Se colocamos a mão no fogo por todos nossos sentidos, que são provas factíveis do nosso viver e somos enganados...
...como posso crer num sexto que não me dá prova que existe...
...e se existir só prova que estou errado?

domingo, 12 de junho de 2011

Advogado Do Diabo...


Desculpem...mas hoje vou fazer o papel de amigo da onça verdadeiro...
Intrigante!?...Muito simples...vou pedir que façam tudo ao contrário de algumas coisas que já disse...
Se cair...não levante...fique no chão e espere por ajuda...é muito mais fácil...
Essa história de sempre levantar a cabeça...não funciona...
Se você levantar a cabeça...não vai olhar onde está...somente fitará onde estão seus objetivos, mas o olhos vão escapar das pedras no caminho...
Ah você vai tropeçar...pode ter certeza...
Das duas, uma...ou troque por calçados mais fortes ou mire na pequeninhas e chute bem longe...sem piedade...não corra o risco de chutar um iceberg...você sabe o que pode lhe acontecer...
No fundo, no fundo...você sabe que não terá a mesma oportunidade de transpor os mesmos desafios...
Se você se deparou com um e não lhe sobram mais opções de como conquistá-lo e/ou superá-lo...vá procurar um no mínimo do seu tamanho...
Esse é o conselho que eu forneço...
...vá pelo caminho mais fácil...
...não quero que nenhuma das minhas amizades sofra com uma pedra molhada em suas mãos...

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Chocolate...Desculpe-me...


Antes que alguém me almadiçoe por trazer à tona assunto tão irresistível quanto esse produto quase perfeito feito pelo homem...ele podia funcionar da maneira que pensamos...
O chocolate nos leva do hábito ao vício tão repentinamente como o álcool nos leva à leve embriaguez...afinal, para que?...
Antes possamos imaginar...o início, vira um durante de forma tão veloz, que o fim chega ao seu destino...procurá-lo novamente...
Até hoje...ele não resolveu meus problemas de ansiedade...
Nem conseguiu me machucar com pensamentos alheios ruins sobre minha pessoa enquanto alguém o comia...
Na verdade eu queria que ele tivesse apenas uma utilidade...
Que ele possuísse todos os atributos que curassem as feridas, mágoas e aflições femininas...
...o por quê do altruísmo de minha parte?
...bem...digamos...digamos que eu também gosto de chocolate...

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Era Uma Vez...


Vire e mexe à tona vem a história
Redundante como um círculo vicioso
Ou como a mente de um ocioso
Denegrindo sua bela memória

Como num telefone sem fio
A mensagem sai de uma forma
Finalizando errado como norma
Sussurrado no ouvido macio

Direita pra trás, esquerda não!
Num esforço em querer dançar
Dando importância ao polegar
Na levada de um samba canção

Vivendo em cima do talvez
Juro que quero cuidar
De tudo que posso demonstrar
não precisando te contar outra vez...