sábado, 18 de dezembro de 2010

Respostas...


Juro que não escrevo pensando nisso depois ouvir algo de Nando Reis...
Mas não há algo tão conflitante quanto...
Esse tipo de espera chega ser tão prazeroso...quanto aos segundos que antecedem a boca de um sorvete de chocolate...já sabemos o que esperar e a ansiedade nos aniquila com a gula finalizada...enfim...
Também existe aquele lado, como num amigo secreto onde sabemos quem nos vai presentear...encontramos ela em algum lugar comprando um presente marcante...e na revelação, decepcionados, descobrimos, que não ganhamos nada tão relevante...para quem terá sido aquele objeto tão desejado...
Tudo o que realizamos em vida, sempre nos é aconselhado que a nossa mente reflita no mínimo duas vezes antes qualquer atitude...a minha pensa até mais...aquele objetivo de que saia tudo como esperamos faz parte do meu caráter controlador desde pequeno...
A sensação de estar pendurado por uma corda em um penhasco, esperando que alguém lhe salve e que este alguém seja realmente quem você queira...nada mais é que você em um deserto, alucinando, torcendo que a cada oásis seja algo mais verdadeiro, que sua própria força de vontade desejando que tudo ocorra segundo nosso roteiro...
Ter a real noção disso em paz consigo mesmo, é o melhor que nos pode acontecer...sabendo que o antigo nem sempre pode representar o presente...e diante de qualquer mínimo impasse...a única solução que devemos aceitar é continuar distante...

Um comentário:

  1. . . Se todas as nossas perguntas e atitudes tivessem as respostas que desejamos, no tempo que esperamos... Sim, ia ser bem mais fácil, mas muito menos prazeroso... A “distância” não é uma resposta, mas acaba mudando as perguntas... Fica a escolha...

    ResponderExcluir