terça-feira, 30 de novembro de 2010

Um dia...


Um dia espero dar risada de tudo isso...agora não...mas por quê não!?
Bom...não consigo achar pessoas expontâneas no momento...
No momento só encontro pessoas precavidas...tais precauções me impedem de planejar surpresas...estranho...eu sei...
Me taxem de estranho...porém no esboço da minha vida tenho todo direito de realizar meus rascunhos...apagar os borrões...contornar as dificuldades...delinear as cores mais vivas...
Não tenho a pretensão de ser um Leonardo em projetos perfeitos sob alguma razão áurea...nem algo tão complexo como questionamento reflexivo de Rodin imortalizado em mármore...
Sempre tentei me cercar de todas as informações possíveis afim de pintar minhas telas de primeira mão...a vontade de rabiscar livremente com lápis, me é cerceada pela minha maestria da Vênus de Milo...
Juro que já tentei de tudo...
...mas me disseram que viver é desenhar sem borracha...

domingo, 28 de novembro de 2010

Conta-Gotas


Hoje tive preguiça...ela veio em paz dessa vez...não quis me matar...
Hoje tive desejo...consegui controlar a ansiedade e obter o que quero sem estar grávido...
Hoje tive inveja...consegui aumentar o leque dos meus objetivos sem transformá-los em ganância...
Hoje também tive raiva...consegui ter certa dose de ódio sobre algo sem chegar a cólera...
Hoje fui feliz...consegui aproveitar todos os momentos com um sorriso no rosto sem ao menos parecer um palhaço...
Tive êxito também em estar com o controle de tudo...não fui obrigado a fazer malabares na rua pra provar isso...
Consegui apertar a mão de todos que conhecia...sem parecer um político em busca de votos em eleições despretensiosas...
Escutei e toquei os diversos tipos de músicas que conhecia...não tive que comprar uma emissora de rádio para isso...
Muitas das coisas que fiz hoje foram assim...na medida certa...ninguém com uma simples moeda de cobre conseguiu transbordar a água do meu copo já estando no limite...

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Esperanças II


Esperança me lembra sonho...
Sonho...bom os sonhadores são ótimos divagadores em exercício...
O exercício do sonhar é tão prazeroso quanto ao de torcer...
Sim...torcer...não há mais nada o que fazer...
Falta do que fazer...não, isso é um ultraje...
Ultrajante é não fazer nada a respeito...
Respeitar os devaneios de cada um como premissa, é um dever...
Devemos nos meter no imaginário dos outros?
O que os outros fazem com suas aspirações?
Aspirações são o início da vida para todos...
Todos precisam alimentar suas falsas utopias...
Utopia é não fantasiar o que se deseja...
Desejos concebidos se traduzem em poder...
Poder é o que não possuo para ter o que quero...
O não querer dos outros influencia a minha felicidade...
A minha feliz idade está prejudicada por isso...
Como isso pode ponderar o que penso?
Pensamentos devem ser livres...
Liberdade todo mundo tem a sua...
A tua que queria não tenho...
Ter consideração sobre tal suposição...
Só faz eu supor que tenho esperanças...
De novo...

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Vamos?


Quero novidades...
Óbvio, quem não quer...
Estou começando a ficar farto de certas coisas...o mesmo clima, o mesmo roteiro de trabalho, as mesmas festas, até das mesmas piadas estou cansado...
Não estou pedindo novas temperaturas, trabalhos diferentes, festas únicas, ou novas piadas...não isso não...isso é muito simplório...
Não quero coisas novas...quero novidades...
Há sutil diferença entre as duas...
Quero experiências nas quais nunca ouvi falar...não nas que eu já vivi mas não lembro mais...ultimamente não estou em meu momento saudosista...
Quero pessoas que mesmo por um segundo em minha vida, deixem uma marca tão profunda quanto aos dos meus velhos amigos de andanças...
Quero novos sentidos...a sinestesia dos que já tenho já está perdendo a graça...
Quero conselhos estranhos...assim posso me sentir livre para criar outros...
Quero observar o mundo sobre um outra perspectiva...sem ter que viver como um morcego para isso...
Na verdade...estou querendo demais ultimamente...
...não sei se há pessoas que gostariam o mesmo...só assim vai ter graça...

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Cobiça


Confesso que em toda a minha vida não fui capaz disso...não sei...de repente fui e não soube identificar...
Talvez por ser algo que me incomoda muito, por vezes me sinto boiando em uma piscina gélida de inveja...
Essa pertubação é controlada apenas quando consigo estar presente para observar...tanta contradição assim, passa a ser um círculo vicioso, no qual não me canso de fazer parte e nem me resguardo em contribuir para isso...porém invejo...
Pois é o sorriso das pessoas me deixa assim...
Algo tão contagiante, me permite essa ambiguidade de sentimentos...
Minhas preferências são as mais diversas...os despretensiosos...os hipnotizantes...os de agradecimento...os de cumplicidade...aqueles todos...
Invejo todos eles...sempre que estou frente a eles, me contenho a não fazer mais nada...não gostaria de arruiná-los...todos tão simétricos...fotogênicos...intencionais...
...talvez seja a intenção que faça alcançar a intesidade necessária afim de plagiá-los, assim podendo perpetuar no meu imaginário, qual a razão de cada um existir quando os presencio...

sábado, 20 de novembro de 2010

De Lado


Medidas desesperadas exigem....o que exatamente...não...não concordo com atitudes impensáveis...
Atos realizados frente à cenas deploráveis como desgosto, inveja, vingança...de nada servem...a não ser uma breve comparação como disparar projéteis sobre um vidro à prova de balas...
Talvez já tenha notificado a todos que a pior situação de se enfrentar é da indiferença em ser tratado...não há experiência mais sem defesas em que se possa passar...como se estivesse sendo asfixiado em um saco plástico pelo próprios gritos de súplica...em vão...
Uma mistura de anseios impossíveis podados por poucos e requerimentos incompreensíveis...
Porém não vejo outra solução do que devolver o que nos sempre foi censurado, o mínimo de atenção pelos seus próximos...da mesma forma...
Talvez seja a única oportunidade de perdoar os rancorosos de plantão...
...não sei...talvez seja assim...

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Indefinições


Pois cá estava eu, procurando razões nos meses...
Razões para serem lembradas...momentos que são identificados ao longo do tempo...
Janeiro...é aquele das resoluções...onde planejamos tudo aquilo que não vamos realizar...pois é...ou quando nos acontece algo inesperado...tal como...um novo olhar sobre o tudo...
Fevereiro é o último para exorcisar todos nossos demônios e extravasar nossas angústias...melhor se preparar para o que vem...
Março se apresenta como cabeçalho do longo e extenso trabalho que devemos realizar durante esse ciclo...um simples despertador necessário sazonal...
Abril...um período de inúmeras comemorações por ínumeros motivos e objetivos...nessa época que caímos na realidade do que realizamos até então...
Maio...por mais egoísta que eu possa ser nessa minha redundância, só serve para mães e filhos...prenúncio de clausura...
Junho...corações à parte...nunca tirei proveito desta especificidade afetiva...triste não!?...pois é não sei...
Julho é um mês muito neutro...tem a data do rock para celebrar...mas pra mim é um cativeiro social...
Agosto é um mês amaldiçoado por muitas culturas ao redor...não é por menos que os cachorros enlouquecem...
Setembro...ah a Primavera...mais uma oportunidade de sorrisos, visões belas...apenas a expectativa da energia que nos devora internamente, se libertar...
Outubro...algumas festividades retornam mas, o que marca, são as últimas gotas de orvalho congeladas do que tivemos que passar por...
Novembro é a preparação para o fechamento...as últimas medidas desesperadas nos acometem...tempo de desisistir do que já não se conquista...discordo muito...
Dezembro...o desfecho de tudo...onde poderíamos nos tornar onipresentes, afim de, resgatar tudo aquilo que não conseguimos ao longo da peleia das estações...comemorações e conformidades a parte...é um mês extenso...interminável...tanto quanto à sua expectativa de utilizá-lo eficientemente...curto...tal como o ato de saborear um sorvete sob um calor de 50ºC antes que ele derreta...
Bendito ciclo sabido...mesmo conhecido por muitos...enganando a tudo e a todos...nos afaga vindo pela frente...porém parte sem nos deixar seu nome...intuito...razão...

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Sentidos


Nesses dias que passaram me peguei por observar as coisas sob um aspecto diferente...
Comecei a reparar mais nas cores, identificar mais os sons, sentir mais os gostos...nada muito sinestésico, mas gostaria de ter nascido com tal associação...
Me dei o luxo de ao menos prestar atenção no que estava comendo em uma refeição...geralmente atribuída ao mais rápido, um tempo ilusóriamente otimizado...ignorância minha...
Os barulhos do meu dia-a-dia tentei ao máximo separá-los mentalmente, como um bom programa de edições de áudio...pude perceber muitas nuances que nem em um recado dito na minha frente em voz alta poderia ter a sensibilidade de assimilá-lo...
As cores, por vezes, tive que me desvincilhar de meus óculos escuros, para que mesmo com dificuldade em relação à luminosidade pudesse vê-las como elas realmente são...e não como dizem...
Os meus outros sentidos ainda tenho de aperfeiçoá-los, queria todos os dias poder repetir que sei mais sobre mãos, bocas e perfumes parafraseando Leoni...
Não sei se vou perdurar nesse intuito um tanto quanto utópico, para mim, mas se eu não puder reconhecer o Dó Ré Mi dos dias, não vou obter a trilha sonora necessária para que eu continue observando o mundo sobre outras perspectivas senão, o simples emaranhado de cores que me cerca poderá se fundir tornando tudo em branco a folha que uso como rascunho da minha vida...

domingo, 14 de novembro de 2010

Fracassos


A habilidade de dar palpites faz parte da personalidade de qualquer ser humano, geralmente tentamos aconselhar os outros justamente nas coisas que nos são falhas...e olha que eu já passei por isso hein...
Os conselhos são diversos e conscientemente, 99% da vezes, os damos querendo sempre o bem dos outros...e o engraçado é que boa parte das decisões que tomamos nunca obtemos o que gostaríamos, escutando ou não suas opiniões...
As pessoas, ao usar somente 5% de sua massa cinzenta, ficam ignorantes a aceitar palpites...o momento de fragilidade que nos consome nos deixam tão suscetíveis tão quanto a um boneco de argila sendo moldado...qualquer um pode nos modificar...e com uma leve brisa, fazer desmoronar o nosso castelo de cartas no qual nos sustentamos...
Ao meu ver, quando nos permitimos à opinião dos outros, desisitimos de toda uma luta com o qual até então chegamos somente com as nossas pegadas...lógico que não estou almadiçoando os conselheiros, até porque a maioria das pessoas que são deste ofício são os nossos melhores amigos...a arte de dar conselhos requer uma técnica precisa das palavras para tendenciar os outros...vendo assim isso parece um tanto ardiloso das pessoas que me cercam...
Pois eu mesmo faço isso deveras, sempre busco o melhor dos que andam ao meu lado...a lisura das palavras proferidas por mim aos meus amigos, são demonstradas através de seus desejos conquistados...
...só me questiono, porque o meu santo, que é de casa, não realiza meus milagres...

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Reflexos


Que coisa engraçada a atitude do ser humano em relaçãos aos desejos...
Poucas vezes eu pude presenciar um ato explícito de desejo e vontade ter o seu êxito de forma sucinta e direta...
Simples como a vontade de saborear um quindim...eu quero um quindim...eu como o quindim...
A espera ou os que vão presenciar esta experiência minha, pouco vão mudar o gosto que ele tem...o máximo que pode me acontecer é eu ter mais fome ou uma indigestão frente à inveja dos que observam...
Arquitetamos planos tão elaborados para dizer um simples: "Oi!"...por vezes tentamos transmitir a mensagem do que queremos através dos outros...como se fôssemos espelho estrategicamente posicionados em um ângulo onde o objetivo apareça nele e o objetivo possa me ver...mas de um modo em que não posso ver meu rosto...fugimos disso...
Parece que constantemente vivemos na defensiva, como se fosse um menino travesso que joga uma bexiguinha d'água do último do andar de seu prédio...se cair e for engraçado...iremos dar boas risadas...se cair em alguém e não gostar...conseguimos ficar escondido por um bom tempo...
Longe de mim querer desmistificar a perspicácia de um olhar penetrante, de uma mensagem subliminar, de um verso cantado em grito para que todos possam ouvir...
...mas pode ser que já saibamos de cor não só o verso...o refrão também já é conhecido de todos...as mensagens por mais codificadas que possam ser...provavelmente já temos em mãos as senhas a se utilizar...o olhar...bom o olhar...
...tendo em vista que já sabemos o que queremos, o que nos falta talvez seja somente encarar nosso rosto no espelho frente às atitudes que tomamos...mesmo que esse reflexo venha dos olhos de outra pessoa...

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Balaio de Cronos


Hoje eu queria só uma coisa...um pouco de paz de espiríto...
Sério...ta...na verdade eu queria duas...boas vibrações...isso...disso eu também quero um pouco...
Olha na verdade eu queria bem mais...queria inúmeras sensações de felicidade plena ao longo do dia...
Gostaria de ter várias surpresas agradáveis, pelo menos uma por hora, para eu poder dividir com todos cada notícia...
Queria me munir de lágrimas todos os dias...numa alternância de dez para lágrimas de alegria e um para de tristeza...sempre é bom renovar os sentimentos...
Poxa vida eu queria tantas manifestações expontâneas de gratidão...só para averiguar se sou realmente importante a alguém nesse mundo...até as de ironia estou contando...
Queria me apaixonar na mesma proporção que eu digo um : "Bom dia!" ou um: "Até amanha!"...queria desapontar as pessoas na mesma proporção que eu canto alguma música na língua grega...
Queria me arrepender muito mais das experiências que tive de menos...das que eu não tive...bom...essas ainda há tempo...mas eu queria pra hoje...
Ou como diria meu chefe quando questiono quando: "Pra ontem!!!"...
Essa avidez que gostaria que as pessos entendessem...não é algo como um orgasmo através do sexo...é como um chocolate que derrete na boca...perdura por vários segundos...inclusive seu aroma...mas eu quero já...
Queria estar num trem desgovernado em sua alta velocidade...passando pelas estações dos sentimentos...algumas passariam muito rápido, mas saberia que outra estaria por vir...e as ruins...existem as máquinas de desvio das linhas...
...o ruim é que ninguém se encoraja em subir nele...nem eu saberia se tenho o que é necessário pra suportar...a ansiedade é uma amiga da onça...queria alargar o gargalo da ampulheta...
...mas o que fazer se cada pessoa tem seu tempo...

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Elos


O que nos aproxima do mundo?
O que nos distingue dos outros?
O que nos assemelha em nossas relações é o puro interesse do que tais pessoas podem nos propocionar...
Por mais pejorativo que esse pensamento possa se mostrar, não escrevo aqui nenhum mentira...
Pensamos sempre nos tipos de experiências que podem acontecer estando ao lado dos interessados...a escolha geralmente acontece em sua primeiríssima impressão que inconscientemente realizamos sem pudor do que nos é apresentado...
A idéia de que somos "obrigados" a ter comportamentos previamente mensurados afim de estar sempre aptos a ter boas relações, me parece o mesmo apego que temos à roupas novas que adquirimose não nos desfazemos por simples afeição...
Não quero dizer que não precisamos demonstrar o interesse necessário no que desejamos...
Sim vivemos "maquilados", e sem embaraço nenhum escondemos isso...sabemos que com o tempo não nos é mais necessário estar assim todo o tempo...os nossos elos já fazem esse papel...a favor ou contra...
...só espero não ter que conviver com pessoas de rostos borrados...e muito menos conviver num teatro de máscaras...

sábado, 6 de novembro de 2010

Maria das Dores


Cara...vou lhe dizer...como o ser humano adora causar...não consegue ficar parado um só minuto...é mais agitado que aquele tal de bicho carpinteiro, que na verdade, nunca existiu...
Talvez causar não seja a palavra correta...inventar quem sabe...é pode ser...
Nós (não posso me incluir fora dessa né!?) adoramos inventar "moda", sempre tentando provocar situações diferentes, uma espécie de mini caos a cada idéia genial que nos surge...mas o que adoramos inventar mesmo é dor...
Nunca vi ser vivo arranjar tanta sarna pra se coçar...
É dor de joanete, dor de joelho, dor no ciático, dor de barriga, dor de cotovelo, dor de garganta,dor no coração, dor de dente, dor de cabeça, dor de corno, dor de pessoa do gênero feminino que é desprovida de ato sexual de boa qualidade, dor na consciência, dores...infinitas...
Me questiono porque ganhamos um corpo que não sustenta todas essas auto-sabotagens...
Não posso acreditar que todas essas dores são oriundas de meros testes de limites...
Até hoje nunca vi alguém bater o recorde de dor de barriga de tanto dar gargalhadas...não lembro qual foi a última vez que tive dores nos músculos do maxilar de tanto sorrir para os outros...tão pouco conheço alguma pessoa que ficou com dores nas mãos de tanto bater palmas ovacionando algo tão belo de ser prestigiado...
...pois é escolham suas dores...

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Quem Somos?


A tal realidade ilusória onde convivemos é mais entorpecente que estar sob um efeito de algum alucinógeno em um ambiente psicodélico por natureza...
Não sabemos mais o real sentido da máxima: Do que somos feitos, daonde viemos...para onde vamos...
Por mais que eu esteja proferindo alguma tolice, peço auxílio neste axioma reflexivo que me perturba...
Somos feito de um tecido, que é classificado como organismo vivo, portanto, pode sofrer danificações perante algumas interpéries que podemos nos defrontar...
Sofremos de algo tão psicológico e emocional, que nos faz corroer de dentro pra fora, nos levando à situações mais suscetíveis do que uma fagulha ao lado de um monte de palhas secas...
Viemos de um caminho já traçados por muitos outros que permeiam até certo ponto da vida nosso destino, podendo modificá-lo apenas se nos permitimos um pouco de insanidade às regalias politicamente corretas que a vida nos admite vivenciar...
E vamos literalmente pra onde todo mundo já cansou de ir e está cansado de saber...lugar nenhum...por mais que eu esteja proferindo um discurso caótico, não existe nada de utópico nessas palavras...
O ser-humano por mais individualista que possa ser, é sempre atraído pelo cheiro do próximo...somos meninos frente à um banca de revistas, ávidos por novos adesivos, assim colando em nossos álbuns de figurinhas de experiências marcadas...em situações comuns onde todo mundo tem a sua colagem básica e aquelas mais àrduas de se conseguir, exibindo um sorriso triunfante, em posse da tal feito...
O que há de mais orgulhoso em nós, do que completarmos o nosso àlbum de figurinhas e podê-lo mostrar a todos...
...hum o conteúdo...bom...cada um cola o que conseguiu...

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Lembranças


Meu maior desejo é viajar...não tenho uma escolha melhor do que o meu fascínio por viagens...
A idéia de sumir do meu "mundo" e não voltar mais é tentadora... é de se pensar o que fazer, quando existe tal oportunidade...
Fico pensando onde andam as pessoas que se encontram fora do lugar onde eu vivo...penso no que fazem...
Penso muito mais no que seus olhos já descobriram e que por ventura algum dia poderão me relatar...
Sinto saudades desses que não estão mais comigo...queria poder dividir essas experiências com eles...
Saudades...bendita palavra nossa que não existe tradução...
Sinto arrependimento dos que não estão mais comigo...queria poder saber se vivi o suficiente com os que não poderei ter mais contato...
Penso muito mais nos que meus olhos me mostraram como recordações das experiências que compartilhamos e que um dia poderei contar a quem queira saber...
Fico pensando onde poderia ter ido com elas...o que poderíamos ter realizado e que não tivemos a oportunidade de executar...
A idéia de perder a oportunidade é avassaladora...é de se pensar constantemente de mãos atadas a tal situação...
Como um floricultor que semea seu futuro sem a ansiedade necessária para planejar a hora de seu cultivo...
...das sementes que foram plantadas...todas floresceram...algumas não perduraram ao rigor das intempéries do destino...as que resistiram...servem como um relicário de que uma vez ...existia um jardim!