terça-feira, 21 de setembro de 2010

Reescrevendo O Futuro


A vontade de voltar no tempo ou tentar furar o mesmo em busca do futuro não é um desejo tão recente quanto o filme estrelado por Michael J. Fox ou tão mundano que algum ser extra-terreno já não tenha tentado executar...
O homem tem muita curiosidade sobre o passado, lógico, o passado não descoberto, o antigo não vivido...o passado nos remete muito mais à curiosidade do que imaginamos...
O simples fato de não conhecermos o nosso passado verdadeiro nos amedronta de tal forma que nos deixa inseguros para viver o que poderá vir pela frente...
Pois bem o futuro...que posso temer?
Sei que não posso repetir os mesmo equívocos que cometi no passado...sei que pintar o chão de uma sala começando pelo seu único meio de saída, só irá me encurralar...não consigo voltar pelas minhas pegadas na areia sem deixar vestígios de uma tentativa frustrada...há algumas tecnologias que até hoje nunca resolveram um bom e firme aperto de mãos...
E creio que esse querer não seja por algum sentimento reprimido de arrependimento ou coisa que o valha, e sim que o ser humano sempre está por se redescobrir...derrubando velhos paradigmas, tropeçando nas velhas teimosias, se vendo de queixo caído por não mais acreditar em pequenos gestos...
Mas para isso...mais do que possamos exigir de nossa imaginação para experimentar tais experiências no tempo...devemos nos libertar das velhas amarras...ou de que adianta cultivarmos flores sabendo que um dia elas irão murchar...

3 comentários:

  1. Poh....
    quem sabe tudo isso quer dizer: Viva o presente!!!
    não sei ahuehae
    gostei do texto, como sempre
    beijãooo

    ResponderExcluir
  2. é! viver o presente e fazer valer a pena, neh?
    sim, aprendendo com as proprias experiencias!


    "Existe uma lenda acerca de um pássaro que só canta uma vez na vida, com mais suavidade que qualquer outra criatura sobre a Terra. A partir do momento em que deixa o ninho, começa a procurar um espinheiro, e só descansa quando o encontra. Depois, cantando entre os galhos selvagens, empala-se no acúleo mais agudo e comprido. E, morrendo, sublima a própria agonia e solta um canto mais belo que o da cotovia e o do rouxinol. Um canto superlativo, cujo preço é a existência. Mas o mundo inteiro pára para ouvi-lo, e Deus sorri no céu. Pois o melhor só se adquire à custa de um grande sofrimento... Pelo menos é o que diz a lenda.
    [...]
    O pássaro com o espinho cravado no peito segue uma lei imutável; impelido por ela, não sabe o que é empalar-se, e morre cantando. No instante em que o espinho penetra, não há nele consciência do morrer futuro; limita-se a cantar e canta até que não lhe sobra vida para emitir uma única nota. Mas nós, quando enfiamos os espinhos no peito, nós sabemos, compreendemos. E assim mesmo fazemo-lo."

    ResponderExcluir
  3. Assim como as flores, é a nossa existência...
    Equiparamos o murchar com o morrer... O importante foram as ondas de perfumes exaladas, que ficaram na memória daqueles que as aspiraram...

    ResponderExcluir