terça-feira, 15 de junho de 2010

Expressões da Vida


Hoje precisei tirar o chapéu por causa de uma forte dor de cabeça que me cegou frente à verdade que acabei de escutar, cheguei a morder a língua das coisas que havia dito, mas depois que tirei as amarras de meu pescoço, dei os ombros ao que falaram de mim.
Senti forte cansaço nos braços, até dor de cotovelo sofri quando me deparei à cena...Roí as unhas, fiquei ofegante, batimento acelerado, senti um frio na barriga, deu vontade de ir ao banheiro, mas me contive e sentei...
Percebi os príncipios de fadiga em minhas coxas, quando precisei ajoelhar por perdão...muitas vezes no milho por castigo, as minhas pernas doíam apertadas pelas meias que usavam decorrente do frio que passei por andar descalço na areia onde meus dedos agarravam tentando me manter das ondas que queriam me levar...
Foi quando percebi estar caminhando sobre as nuvens, com as pernas relaxadas e com os joelhos recém recuperados das pessoas que me ajudaram levantar, a vontade de ir ao banheiro existe...só para banhos quentes a partir de agora, porque a barriga no momento só serve para proporcionar cócegas.
Meus dedos nesse instante andam entrelaçados com outros, o batimento acelerado, a respiração, por vezes, ofegante, os braços funcionam como afago para um carinho alheio. Os ombros de instante servem como estações de consolo de amigos que necessitam parar para o desabafo, no pescoço apenas adornos, a boca me diz para fitar os olhos pela última oportunidade, para que assim possa apenas escutar os sons que imagino e não saem mais da minha cabeça...
E o coração...continua acelerado...

3 comentários:

  1. Mto bom.... é o post q mais gostei.... mais otimista... apasar dos pesares, sempre deve seguir em frente nem lipe?...

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  2. =O Perfeitoo idiii! Ameiii muito esse!
    mais subliminar que o sr rabuja não??? heuehueh Beijoo

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  3. Adoreiiii esse!!! muitoooooo bom!

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